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19/09/2009 - 08:07
Filarmônica de Riachão do Dantas completa 50 anos
Apesar da idade, a Filarmônica Lira Nossa Srª do Amparo continua atraindo a juventude no agreste sergipano

Apresentação na praça da cidade
Riachão do Dantas, agreste de Sergipe. Terra de gente famosa, como o senador Lourival Fontes, e de casos curiosos, como a do bode Bito, que ganhou até estátua em praça pública. E durante os últimos 50 anos, a história do município foi embalada pelo som contagiante da Filarmônica Nossa Senhora do Amparo que, prestes a completar seu jubileu de ouro, sofre com a falta de recursos.

Neste grupo foram formadas dezenas de músicos que fizeram carreira em bandas de corporações militares. Por isso, ver a instituição que aprimorou seus talentos sem incentivos do poder público, a beira de um final nada feliz não foi fácil para muitos. Então foi chegada a hora de quem lá aprendeu as

Notas musicais no quadro
notas musicais dar continuidade ao trabalho iniciado em novembro de 1959.   

Professor Dermival entra em cena

Foi assim que um movimento denominado ‘Filhos de Riachão’ começou a mexer os pauzinhos para conseguir devolver à filarmônica local o brilho que teve no passado. Para protagonizar o desafio surgiu Dermival Cândido, ex-componente do grupo que após encerrar sua carreira no corpo de Bombeiros tornou-se maestro de uma verdadeira orquestra de meninos.

“São jovens muito talentosos e com gosto para a música.

Formação inicial da filarmônica
Quando vejo todos eles atentos ao que eu digo, penso quantos talentos Sergipe poderia estar desperdiçando pela simples falta de oportunidade”, descreve o professor. O local no qual dá aulas é modesto e sem muita estrutura. Mas se faltam equipamentos sofisticados, sobram talento e boa vontade.

Hoje Dermival mora em Aracaju, mas faz questão de encarar a estrada e encontrar seus pupilos. Tudo isso sem ganhar nada. “Não ganho nada financeiro, mas não tem pagamento melhor que ver que estou proporcionando um futuro melhor a essa garotada. E também não quero nada material para mim, sinto que meu papel lá é apenas devolver o que recebi no

Prédio onde são ministradas as aulas
passado”, conta.

Dificuldades e expectativa

O trabalho social, cultural e educativo realizado é mantido por doações. Os instrumentos utilizados foram doados pela Fundação Nacional das Artes (Funarte) e investimento público não aparece há muito tempo. Na próxima sexta, 25, uma apresentação em Aracaju pode suavizar a situação financeira da filarmônica e de quebra vai realizar um sonho dos jovens riachoenses.

“Vamos tocar no teatro Lourival Batista e os meninos estão em clima de empolgação geral, muito ansiosos e dedicados aos ensaios. Pela primeira vez vamos tocar num lugar fechado e mais sofisticado. Tenho que assumir que mesmo depois de tanto tempo tocando, sinto o nervosismo de quando eu tinha 14 anos”, confessa Dermival.

A apresentação acontecerá às 20h no teatro que fica na rua Porto da Folha, bairro Getúlio Vargas. Este evento será o primeiro de uma série de comemorações que está sendo preparada pelos ‘Filhos de Riachão’ em homenagem aos 50 anos da Filarmônica Nossa Senhora do Amparo. Ela merece!

Por Glauco Vinícius

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