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05/05/2012 - 11:50
Pai denuncia negligência em atendimento de clínica
Para Kennedy, por conta de mau atendimento, sua fillha faleceu
Pai relata que sua filha estava roxa e com ferimentos no peito (Foto: Kennedy Almeida)

Mãe perde uma das filhas gêmeas três dias após o parto por causa de mau atendimento da Clínica Santa Helena. A denuncia foi feita pelo pai da garota, Kennedy Almeida Júnior, que relata que a unidade de saúde demorou a atender sua esposa, Samantha da Costa, que teve um dos partos efetuados na ausência de um obstetra e na presença apenas de um anestesista.

O fato ocorreu no mês de fevereiro, mas só foi denunciado por Kennedy neste mês. Ele contou que sua esposa, que já havia realizado um parto na Santa Helena, foi até a clínica porque estava sentindo contrações, apesar de estar no sexto mês de gravidez. Ele explicou que, ao chegar ao local, pediu por socorro e ninguém foi buscar sua esposa com uma maca.

“Além de nenhum funcionário receber Samantha, as funcionárias da recepção estavam vendo o sofrimento de minha esposa, que já tinha cadastro na clínica, e mesmo assim solicitavam o preenchimento de um formulário. Como se isso ainda não bastasse, fui impedido de subir com Samantha para o local de realização do parto”, descreveu Kennedy, que contou que na outra ocasião pôde assistir o procedimento.

Kennedy ainda alegou que sua esposa foi levada primeiramente para a sala da parteira, que além de demorar para chegar, inicialmente não deu atenção ao sofrimento da paciente, e, após ver que a bolsa havia rompido, começou a pressionar o local por onde o líquido amniótico percorria. “Minha esposa relatou que, posteriormente, ela ficou sozinha na sala, e acabou tendo a primeira filha sozinha. Já a segunda nasceu na presença de uma anestesista, que fez alguns procedimentos para retirar o bebê que estava em uma posição complicada”, descreveu o pai, que alega que a filha que faleceu, Vitória, nasceu asfixiada.

Sobrevivência

Kennedy denunciou irregularidades da clínica Santa Helena (Fotos: Portal Infonet)

Para o marido de Samantha, os três dias em que Vitória sobreviveu foram agoniantes. “À princípio a clínica escondeu que minha filha não estava bem, porém pudemos ver que ela estava com as pernas roxas. Apenas no dia seguinte a Santa Helena informou que Vitória estava em um estado grave. Nesse período de sobrevivência, a vi com ferimentos e queimaduras no peito, ocasionados pelo desfibrilador, inchaço, além de manchas acinzentadas e roxas e membros enrijecidos”, disse.

Kennedy ainda alertou para o modo como a clínica trata seus pacientes. De acordo com ele, em um determinado momento, por não ter mais condições de manter as duas filhas internadas na Santa Helena, teve que transferir Valentina, a primeira filha a nascer, para uma maternidade pública. Após anunciar que queria que sua filha fosse para outra unidade de saúde, a clínica prontamente foi em busca de uma ambulância para vagar o leito. Kennedy ainda disse, que por conta dessa situação, foi constrangido dentro do local com piadas de funcionários, e sua filha Vitória passou a receber um tratamento ruim.

Irregularidades

Advogado relata que houve homicídio culposo

Além de todas as falhas identificadas, Kennedy ainda relatou as cobranças indevidas que a clínica fez. “Cobraram a anestesia, que em nenhum momento foi aplicada em minha esposa, e a roupa cirúrgica, que também não foi utilizada”, informou.

O advogado do casal, Walter Neto, informou que entrou na justiça com um pedido de danos morais pelo mau atendimento e pela falta de obstetra. “O caso se configura como um homicídio culposo. Estamos pedindo R$ 500 mil por conta da situação que meus clientes passaram”, declarou.

Clínica

A equipe do Portal Infonet entrou em contato com a Clínica Santa Helena para ouvir os esclarecimentos a respeito do caso, porém a gerente administrativa, Auxiliadora Valadares, informou que não poderia passar muitas informações na tarde desta sexta-feira, 4, por precisar de um determinado período de tempo para apurar as informações.

“Inicialmente só posso garantir que prestamos total atendimento e que chamamos o casal para conversar com os pediatras responsáveis pelo atendimento. Além disso, os prontuários dos bebês podem ser solicitados pelos pais a qualquer momento”, finalizou.

Por Monique Garcez e Aldaci de Souza

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