13 de abril: Dia Internacional do beijo
Benefícios e riscos do beijo
13/04/2017  15:28


O Dia Internacional do Beijo, ou simplesmente Dia do Beijo, é celebrado no dia 13 de abril em muitos países.  É considerada uma data especial para comemorar o ato de beijar. Seja entre amigos, familiares ou namorados, o beijo está sempre presente e é uma importante representação humana, principalmente nas sociedades ocidentais, de afeto e carinho.

O beijo faz bem à saúde

Beijar a pessoa que você gosta faz bem à saúde. Além de melhorar o humor, o ato de beijar melhora a circulação sanguínea (melhora a oxigenação do sangue), assim como os batimentos cardíacos e diminui a pressão. Estudos já provaram que homens que recebem um beijo da pessoa amada antes de ir ao trabalho são mais produtivos.

O beijo é uma manifestação de carinho que demostra afeto e age como um termômetro nas relações. Proporciona sensações agradáveis, libera substâncias químicas que transmitem mensagens ao corpo. O beijo prepara o corpo para a relação sexual. Pesquisas afirmam que o beijo estimula o cérebro a liberar endorfina, criando uma sensação de bem-estar.

O beijo ajuda a combater o estresse. O nível de cortisol, relacionado ao estresse, cai consideravelmente no momento do beijo. A oxitocina, hormônio responsável pelo amor e pela conexão, também aumenta.  O beijo ajuda a combater a depressão.

Beijar também é um exercício e, como toda atividade física, queima calorias (perde cerca de 12 a 18 calorias), movimenta 29 músculos, sendo 17 só da língua. Alguns dermatologistas apontam que esse trabalho muscular pode ajudar a manter o rosto jovem por mais tempo.

É importante lembrar que beijo na boca não transmite o vírus da AIDS (HIV).  O HIV é transmitido principalmente, através de relações sexuais (anal, vaginal e oral) sem o uso do preservativo, caso seu parceiro ou sua parceira esteja infectado (a) Qualquer mensagem que reforce o preconceito contra soropositivos deve ser desmistificada.

Quando o beijo passa a ser arriscado.

Nas baladas e festas de carnaval, é muito frequente, a disputa pelo beijo, isto é, pessoas que fazem do ato de beijar, não uma demonstração de carinho, mas uma competição esportiva. O beijo em série, envolvendo várias pessoas, representa um risco da transmissão de doenças como candidíase oral, herpes, hepatite A e, principalmente, a mononucleose, conhecida por ?Doença do Beijo?. A Mononucleose é muito frequente em adolescentes. Provoca febre, enfartamento dos gânglios do pescoço e das axilas, comprometimento do fígado e do baço, entre outros sintomas. O comprometimento de toda a garganta e da faringe é intenso, com formação de placas brancas que lembram as lesões da candidíase (sapinho) e da difteria, doença comum no passado. 

O normal é a febre desaparecer em cinco dias, uma semana, mas pode perdurar por semanas. O vírus responsável pela doença é o Epstein-Barr, da família do vírus do Herpes, é transmitido pela saliva, daí o nome doença do beijo. O tratamento da mononucleose é fundamentalmente sintomático, visando ao alívio dos sintomas e a combater a febre e a dor de garganta. Além disso, o paciente deve permanecer em repouso e evitar situações que 
possam favorecer a ocorrência de um trauma abdominal (risco de ruptura do baço).



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Almir Santana

José Almir Santana, natural de Aracaju/SE é médico formado pela Universidade Federal de Sergipe em 1981,com especialização em Saúde Pública,Coordena o Programa Estadual de DST/Aids desde 1987 e leciona Biologia desde 1.982. Foi o primeiro médico a aceitar atender pacientes com Hiv/Aids há 24 anos atrás, em Sergipe, já que o preconceito era muito forte.
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