21 de Outubro – Dia Nacional de Combate à Sífilis
A Sífilis é um dos grandes problemas de saúde pública
20/10/2017  08:31


Com o objetivo de dar maior visibilidade à epidemia de Sífilis que atinge o nosso país, foi instituído o terceiro sábado de outubro – Dia Nacional de Combate à Sífilis, dando destaque para o problema da sífilis congênita.

Mesmo se tratando de uma doença que tem cura e que pode ser prevenida, inúmeros casos de sífilis são registrados diariamente por todo país. Trata-se de uma das Infecções Sexualmente Transmissíveis causada pela bactéria denominada Treponema Pallidum. A evolução da doença, que pode levar até a morte, é lenta e muita vez passa imperceptível.

A sífilis pode se manifestar de várias formas, em diferentes estágios, e pode ser transmitida por relação sexual sem o preservativo, recepção de sangue infectado ou da gestante para o bebê, quando o pré-natal não é feito corretamente.

Um dos sintomas iniciais é a presença de feridas nos órgãos genitais, que desaparecem espontaneamente em alguns dias.  A doença tem três estágios, sendo o terceiro (sífilis terciária) o mais grave deles. Caso não haja o tratamento, além das lesões de pele que a pessoa pode vir a ter na sífilis secundária, ela pode evoluir para o terceiro estágio sífilis comprometendo coração e vasos sanguíneos e até lesões no sistema nervoso central.

No caso da mulher, se não tratada corretamente, quando gestante, pode vir a ter o bebê com sífilis - sífilis congênita – quando a doença passa para a criança por meio da placenta. A sífilis congênita pode causar aborto, má formação e várias alterações na criança, indicando que houve alguma falha no pré-natal.

As maiores falhas do pré-natal são: início tardio – mulheres que iniciam o pré-natal já com 4, 5 e até 8 meses de gravidez; diagnóstico tardio da gravidez – adolescentes e mulheres que às vezes estão grávidas e não sabem, confirmando a gravidez, por exemplo, no terceiro mês, iniciando tardiamente o pré-natal; o parceiro da gestante não participando do pré-natal – às vezes a gestante está com sífilis e faz o tratamento, mas o seu parceiro não aceita se tratar.

Homem também fazendo Pré-natal é a grande novidade

Uma das estratégias para reduzir a transmissão da sífilis para o bebê é a inclusão dos homens no pré-natal. A ideia é que os profissionais de saúde aproveitem o momento em que o homem está mais sensível – às vésperas de ser pai – para incentivá-lo não só a acompanhar as consultas durante os nove meses de gestação da parceira como também a fazerem uma avaliação da sua saúde, principalmente em relação às infecções sexualmente transmissíveis. Essa iniciativa parte do princípio de que o homem precisa se cuidar para cuidar da família.

Prevenção à Sífilis Congênita

A prevenção da sífilis no bebê pode ser feita com medidas simples, de baixo custo e altamente eficazes, traduzidas no diagnóstico da sífilis materna e no tratamento adequado da mãe e de seu parceiro sexual, resultando no tratamento simultâneo do feto. O uso do preservativo masculino ou feminino nas relações sexuais durante a gravidez é de grande importância para evitar que a criança venha nascer com sífilis.

Uma nova estratégia de prevenção em Sergipe

Considerando que, diagnóstico da sífilis realizado precocemente nos homens, seguido de um tratamento adequado através da Penicilina Benzatina, podem evitar a transmissão sexual do Treponema pallidum para a mulher, e, consequentemente, diminuir drasticamente a incidência da sífilis em gestantes e em crianças, recentemente, a Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe, lançou uma nota técnica recomendando, como rotina, a solicitação do VDRL ou Teste Rápido para diagnóstico da Sífilis em homens durante as consultas médicas nas instituições de saúde pública e privadas e nos exames periódicos das empresas.

A Sífilis favorece a transmissão do HIV

Uma informação de grande importância, que precisamos passar para a população é que a presença de úlceras (feridas) genitais provocadas pela sífilis aumenta em até 18 vezes a possibilidade de transmissão do HIV nas relações sexuais sem preservativo. É mais um motivo para diagnosticar e realizar o  tratamento da sífilis o mais rápido possível.



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Almir Santana

José Almir Santana, natural de Aracaju/SE é médico formado pela Universidade Federal de Sergipe em 1981,com especialização em Saúde Pública,Coordena o Programa Estadual de DST/Aids desde 1987 e leciona Biologia desde 1.982. Foi o primeiro médico a aceitar atender pacientes com Hiv/Aids há 24 anos atrás, em Sergipe, já que o preconceito era muito forte.
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