Nardes, do TCU, fará palesta no TCE. Rui Barbosa teria vergonha
Vixe Maria!
10/03/2018  08:00


“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

Pasmém! Esse tal de Augusto Nardes (ministro do TCU), político gaúcho de "alta plumagem" teria ajudado na montagem da conjuntura política e 

institucional que desencadeou o golpe contra o Estado Democrático de Direito, patrocinado pela CNI/FIESP.

Com o pretexto de discutir sobre governança pública - fruto de uma louvável publicação do TCU, viajou pelo País a fora, com despesas pagas pela CNI - é aquela de Albano, para denunciar as "pedaladas fiscais", enquanto pretexto para o golpe parlamentar contra os brasileiros, que está a empurrar o Brasil para um conflito de incalculáveis consequências...

É lamentável ver que conselheiros do TCE precisaram ir ao TCU, em Brasília, mendigarem a presença de alguém tão indesejável, ou por demais desejável - quem sabe, às comemorações do aniversário do TCE (ele vem dia 16), a não ser pela capacidade de arrotar bravatas. Aliás, por onde anda o TCU, depois do golpe que lhe parece tão oportuno? Estaria assistindo em silêncio à entrega do patrimônio dos brasileiros ao capital internacional, por meio de "tenebrosas trasações" de piratas, enquanto o País dorme anestesiado por uma "imprensa livre" de composturas para com a soberania nacional e os brasileiros?

Certamente, Rui Barbosa teria vergonha de ver que o projeto de TCU, por ele idealizado, se transformou numa fábrica de interesses, nem sempre republicanos!

O blog adianta para os condoídos do tal "político de toga" - especializado em "governança", que no exercício do direito de resposta, tragam junto os registros da vida pregressa, mas a verdadeira, sem tirar nem pôr... Arrepare, amigo Osmário!

Domingo, 11, Professor Marcelo Déda faria 58 anos. Justa homenagem com inauguração de monumento no Parque da Sementeira O

 governador Jackson Barreto e o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, inaugurarão o Monumento em homenagem ao ex-governador Marcelo Déda neste domingo, 11, no Parque Augusto Franco (Sementeira). A data marca, também, a passagem do dia do 58º aniversário de nascimento do falecido governador e abre a programação oficial da comemoração dos 163 anos de Aracaju.

Oportunismo da política Ou a inauguração do memorial Marcelo Déda servirá como oportunismo da politicagem, tentando tirar dividendos eleitorais da biografia do professor, para lustrar a imagem de políticos que não resistem à luz do sol? Seria por isso, que a inauguração do memorial ocorrerá às 17h, longe da luz do sol?

Hoje e sempre Ao contrário do que alguns podem pensar, o blog rende, hoje e sempre, a mais efusiva homenagem à biografia do professor Marcelo Déda cuja vida honrou Sergipe e o Brasil, sendo destaque em tudo que fez, ao longo de seus 53 anos. Porém, não será admitido que usem da homenagem 

Reforma de R$ 4 milhões em um prédio particular Fora o aluguel de R$ 150 mil por mês, governador Jackson Barreto e Almeida Lima "torraram” R$ 4 milhões no Taj Mahal, um prédio particular. Porém, estamos em Sergipe Del Rey... E vão reinaugurar no próximo dia 12.

Movimento Acredito será lançado em Sergipe, dia 24 O movimento Acredito será lançado oficialmente em Sergipe no dia 24 de março (sábado), a partir das 9h, no plenário da Assembleia Legislativa do Estado, e contará com a presença de um representante Nacional do Acredito, de lideranças jovens e representantes da sociedade civil organizada, que juntos, debaterão visões para o futuro do movimento e do Brasil.

Renovação O Acredito é um movimento de renovação política nacional e suprapartidário, cujo objetivo é promover, em 10 anos, uma mudança positiva nas ideias e práticas do Congresso Nacional e da política do país. Nesse sentido, está mobilizando jovens em várias partes do Brasil interessados em se envolver na política, conectando iniciativas locais numa ampla rede nacional.

“Carta a uma Geração” O pontapé inicial do movimento no Brasil se deu com a divulgação da “Carta a uma Geração”, na Folha de São Paulo, e em seu manifesto o Acredito apresenta a sua proposta de atuação para a sociedade, como uma solução que vai além dos radicalismos e polarizações políticas, impulsionada por lideranças jovens e inovadoras.

Só pode ser preguiça!! Até jornalistas caíram no descuido para com seus telespectadores! Andam dizendo que o "memorial da gente sergipana" será abrigado por "bonecos"! Para o bem da boa informação, faz-se necessária uma correção: Tratam-se de ESCULTURAS que homenageiam a cultura popular de Sergipe, que será mostradas aos sergipanos e turistas ao longo de todo o ano, como forma de valorizar o que Sergipe tem de melhor: a criatividade de seu povo! Portanto, aos jornalistas: ESCULTURAS!

Terapêutico em Itabaiana. Ação Mundo Terapêutico beneficiará Casa de Sossego Vó Tereza O município de Itabaiana vai receber nos dias 17 e

 18 de março, no Shopping Peixoto, a primeira edição do projeto “Ação Terapêutica”. O evento já acontece regularmente na Capital Sergipana e tem como organizador o Centro de Formação Espiritual Águas de Aruanda.

Oficinas A ação contará com oficinas de artes e meio ambiente voltadas para crianças; feira de livros novos e usados; e feirinha de artesanatos. Já entre as terapias, o público poderá optar entre Aromaterapia, Barras de Access, Cones Chineses, Florais de Lara, Reiki Usui Tibetano, Reiki Xamânico e Massoterapia. Para as terapias será cobrado o valor de R$30,00 cada, que será revertido na construção da Casa de Sossego Vó Tereza, que está sendo construída em Aracaju e em prol de crianças e adolescentes com paralisia cerebral e idosos em vulnerabilidade material (http://www.casadesossegovotereza.com.br).

Palestras O evento contará ainda com uma série de palestras com temas voltados para a espiritualidade e bem estar. A programação inicia com a palestra "O que é Sorte", ministrada por Douglas Nascimento; ‘Conexão da Astrologia e Projeto de Vida’,  por Climene Nascimento; ‘Reiki: Uma frequência Energética Terapêutica’, por Thyago Avelino; e ‘O Poder do Oráculo’, por Fábio Dantas .

Sobre o projeto Águas de Aruanda O Centro de Formação Espiritual Águas de Aruanda tem como objetivo contribuir com a expansão das consciências humanas por meio de ensinamentos espiritualistas/holísticos e práticas culturais e sociais, que fomentem a sedimentação de valores socioambientais e a construção de uma sociedade mais humanista, alicerçada em uma cultura de fraternidade, respeito e paz.

PELO ZAP DO BLOG CLÁUDIO NUNES - (79) 99890 2018


Vida de Zefa da Guia Pelo zap, Antônio Samarone: “Assisti no Centro Cultural de Aracaju (sala lotada) um belo documentário, dirigido por Dida Araújo e Jaqueline Moura, sobre a vida de Zefa da Guia – Uma sertaneja de Poço Redondo. Uma coisa rara, sergipanos, esbanjando talentos para homenagear uma guerreira do povo sergipano. Para completar a tarde, encontrei com o grande professor da UFS, José Paulino, um mestre voltado para a cultura popular, que acompanho desde o movimento estudantil. Uma festa sergipana. Quem não foi não sabe o que perdeu...”

Quem orientou o nosso Belivaldo a indicar o querido Felizola para secretária de inclusão social nesse momento? Do ex-deputado João Fontes: “Vou ficar com os ensinamentos de Napoleão! O pior é que eu gosto muito do Galeguinho e não fico feliz vendo o amigo errar! O problema é que o uso do cachimbo deixa a boca torta! É claro que para a imprensa chapa branca a nomeação de Felizola é até festejada, mas na população fica a versão da Carta de Pero Vaz de Caminha encaminhada ao Rei Moribundo! Viva Sergipe Del Rey!” So para lembrar: Felizola é genro de Belivaldo.

III Encontro Sertanejo de Escritores e Leitores Pelo zap: “Valho-me desse breve comunicado para informá-los, ao mesmo tempo que os convido, 

para conhecerem o Encontro Sertanejo de Escritores e Leitores que terá sua III edição agora dia 5 de maio de 2018, em São Miguel do Aleixo, Sergipe. Para os escritores, as inscrições para fazer parte da antologia se encerram dia 6 de abril. Aos leitores, anotem em suas agendas a data para conhecer esse evento que já se consolidou na agenda cultural do estado de Sergipe. Para os que desejam ter sua marca divulgada no livro, cartaz, panfleto, mídias digitais e rádios, entrem em contato para receberem a proposta de patrocínio.” Edital e informações de contato em: https://edivansanttos.com.br/iii-encontro-sertanejo/

Pré-candidatura do ex-secretário de esporte da Barra dos Coqueiros Givaldo Silva à Câmara Federal ganha força no interior de Sergipe Pelo zap: “Desde que Givaldo Silva do PV, oficializou sua pretensão política, o pré-candidato a deputado federal passou a contabilizar expressivas manifestações de apoio ao seu projeto politico. Vale destacar que a cada dia ele conta com a adesão significativa de importantes figuras do meio político Sergipano. As verdadeiras maratonas de reuniões acontecem durante a semana e a agenda de compromissos do Contabilista e Radialista, se estende de segunda a domingo. Só nos últimos dias, foram feitos diversos contatos com lideranças políticas de diversos de Sergipe. São Cristovão, Nossa Senhora do Socorro, Riachuelo, Maruim, Santo Amaro da Brotas, Itaporanga d'juda, Carira, Pacatuba e outros. O pré-candidato a deputado Federal, Givaldo Silva,  tem estado na pauta do dia pessoas e lideranças esportivas, culturais e sindicalistas, que o procuram para renovar seus compromissos políticos e intensificar articulações que visam o fortalecimento de seu projeto como pré-candidato.”


PELO E-MAIL E FACEBOOK


ARTIGO

Magistratura torpedeada por  Eliezer Siqueira de Sousa Júnior - Juiz Substituto em Sergipe (http://eliezerjr@hotmail.com)

Vivemos dias de transformação social. Economia, política, comportamento, artes, ciências, esportes, todas as áreas vem sofrendo turbilhões causados pelo aumento de informações acessíveis às pessoas, informações estas que, nem sempre, chegam com a veracidade e ponderação necessárias à comunicação correta dos fatos.

Neste contexto, fomentados pelas redes sociais, diversas notícias, pautas, notas, editoriais e, sobretudo, opiniões vem sendo emitidas sem um mínimo de equilíbrio, transparência e lisura, reportando a qualquer assunto “quente”, que leve os usuários ao delírio pelo fato, por exemplo, de se atacarem “poderosos”, que nunca antes foram atingidos.

Na última quarta-feira, o consagrado jornalista Elio Gaspari, em coluna que foi publicada na Folha de São Paulo e reproduzida em um sem número de veículos de comunicação, escreveu, sob o título “O ‘faço-porque-posso’ dos juízes”, extenso texto em que, para atacar um movimento paradista eclodido pela Associação dos Juízes Federais (AJUFE), dispara contra a Magistratura brasileira pois a greve “reflete um culto à onipotência que faz mal à Justiça e ao direito”. Especialista no assunto, passa a descrever que os ministros do STF dizem-se “supremos”, passando a narrar caso isolado (e ainda em apuração) pretensamente ocorrido no Estado do Ceará entre um Magistrado e uma Defensora Pública, tudo para comprovar que juíz es “fazem-porque-podem”.

Inicialmente, é de se salientar que as palavras dirigidas à Magistratura não revelam novidades. Diuturnamente, veículos de comunicação voltam-se contra qualquer evento fático ligado aos juízes brasileiros, ora comparando-os a colegas em outras partes do mundo, ora criticando decisões lançadas pelo Judiciário, ora tomando fatos isolados como regra de conduta. Com isso, os juízes já se acostumaram.

Entretanto, ultimamente vemos um crescimento do afã midiático de se voltar contra os membros do Poder Judiciário de forma açodada e desmedida, criticando sistematicamente quaisquer atitudes dos juízes, tomando um todo pela parte, uma metonímia às avessas, como se a Magistratura se encarnasse em tão somente uma pessoa ou fato avulso.

Da mesma forma que uma atitude ou decisão elogiável proferida por um Magistrado não canoniza todo o Poder Judiciário, uma atitude ou decisão questionável não pode jogar à vala comum milhares de cidadãos abnegados, que dão suas vidas ao estudo e ao trabalho, que muitas vezes deixam seus lares e riscam o Brasil de ponta a ponta atrás de um sonho pessoal, mas sobretudo pelo desejo de ajudar o país a ser melhor, a ter uma sociedade melhor, a ter uma justiça melhor.

Isto acontece em outras áreas, é verdade. E este fato talvez revele o grande cerne desta questão: juízes são pessoas. Com suas características, virtudes, defeitos, qualidades e pecados, juízes tem aflições, desejos, medos, angústias comuns a qualquer mortal de 23 pares de cromossomos (às vezes menos, às vezes mais), o que não é levado em conta por quem deveria, justamente, levar.

Na maioria das vezes, Juízes não desempenham funções simpáticas. Não sorriem a toda hora. Não fazem refeições no tempo e local adequado. Não dormem em palacetes ou “resorts”. Não podem levar e buscar filhos na escola. Não tem com quem conversar ou dissipar dúvidas sobre os processos e seus fatos. Ou seja, não tem uma vida comum.

Mas isto está muito longe de tornar qualquer membro da Magistratura um ser onipotente. Ao contrário. Se um Juiz se entende onipotente, não foi a toga que o tornou assim. Se um Juiz se entende acima do plano mortal, não foi a toga que o transformou.

Ao mesmo tempo, quando alguém exige do Juiz algo “sobre-humano”, não é o Juiz quem se coloca como onipotente. Quando alguém exige que o Juiz “faça qualquer coisa para resolver sua demanda, e rápido”, não é o Juiz quem se apresenta como “super-heroi”, pois não?

Infelizmente, por vivermos tempos de transformação, ainda teremos que lidar com um misto de gente que ainda acredita que o Juiz “faz-porque-pode” e que o Juiz não pode nada, nem ser “humano”.

Oxalá que estes dias passem, que os Juízes compreendam cada vez mais seu papel social e que a sociedade continue a confiar e crer na Justiça Brasileira, como vem acreditando por todos os nossos dias.

ARTIGO

O Jornalista João Batista de Lima e Silva   

GILFRANCISCO: jornalista, pesquisador e professor universitário  http://gilfrancisco.santos@gmail.com


Conheci o jornalista João Batista de Lima e Silva ligeiramente, numa de minhas idas à Redação do Jornal da Bahia, quando este ainda funcionava

 em sua sede própria na Rua J. J. Seabra – Barroquinha, em 1974, época em que eu trabalhava à noite como revisor. Esta vaga foi solicitada a Porquinho, responsável do setor, pelo jornalista José Agostinho Munir, assessor de imprensa Universidade Federal da Bahia. Sobre João Batista ouvi muitas histórias sobre o homem e seu profissionalismo, principalmente da boca de Ariovaldo Matos, que fez escola de jornalistas na Bahia.

Quando estudante secundarista, João Batista estava juntamente com o amigo Joel Silveira Presidente do Grêmio Literário “Clodomir Silva”, do Atheneu Pedro II, na caravana (outubro de 1936) que teve destino Mangue Seco, a fim de prestar uma homenagem ao romancista baiano Jorge Amado, que se encontrava em casa do coronel João Amado, seu pai. Em setembro de 1939, João Batista na qualidade de Presidente presidiu no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, uma reunião promovida pelo Centro Estudantil Sergipano em homenagem ao escritor Joel Silveira, que na época visitava seus familiares em Aracaju. Neste evento, Lima e Silva disse eloquentemente de sua finalidade, decorreu dentro desse espírito de sinceridade, entusiasmo e falta de aparato que caracteriza a nova geração sergipana.

No tempo em que cursava a Faculdade de Filosofia da Bahia, João Batista de Lima e Silva, destacou-se como um dos líderes universitários naquele Estado, ocupando postos de direção nos organismos de classe, entre outros, o de vice-presidente da União Nacional de Estudantes – UNE (1944) e Secretário-geral da União dos Estudantes da Bahia. Em 1951 passa a dirigir o jornal Voz Operária (RJ), órgão do PCB, onde escreve dezenas de artigos políticos. Dois anos depois visita Moscou e Leningrado, onde recebe homenagens de um grupo de pioneiros. Ao retornar ao Brasil publica na Voz Operária dois artigos sobre sua estada na Rússia: Pravda jornal da verdade e do povo e Os jornalistas soviéticos.

Centro de Estudos

Ainda estudante na Bahia João Batista de Lima e Silva foi eleito presidente do Centro de Estudos da Faculdade de Filosofia da Bahia, para efetivas pesquisas e promover debates de problemas culturais no meio universitário baiano, além de conferências, concursos de monografia, entre outros fins. Em maio de 1943, os jornais da Bahia, O Imparcial e o Diário de Notícias, registram a fundação do Centro de Estudos da Faculdade de Filosofia da Bahia:

“Com presença de dezenas de alunos de todos os cursos da Faculdade, procedeu-se no sábado último à eleição da primeira diretoria cujo mandato terminará em 1944. Foram eleitos os seguintes alunos: João Batista de Lima e Silva (Presidente), Maria Thétis Nunes (Vice-Presidente), José Acácio Ferreira (secretário Geral), Marita Conde Risério (1º Secretário), José Maria Vargens (2º Secretário), Antonio Fernandes de Almeida (Bibliotecário-arquivista), J. C. Pinto (Secretário de Finanças).

Comissão de Imprensa – Augusta Batalha, Ramakrishna Bagavam dos Santos e Mário Alves. Conselho Consultivo – Maria Luíza dos Santos Varjão, Lígia Vieira de Santana, Raimundo Luiz Fernandes, Lavínia Augusta Vilas Boas Machado e Flávio Magnavita”.

Revista Cultura

João Batista foi o responsável pela apresentação do número1 da Revista Cultura, Editora Era Nova, 1945, organizada pelos acadêmicos da Faculdade contendo textos sobre filosofia, antropologia, sociologia, literatura, história e poesia. Foram colaboradores: Thales de Azevedo, Maria Thetis Nunes, Lavínia Augusta Vilas Boas Machado, Lígia Vieira de Santana, Maria Luigia Magnavita, Vitória Cerqueira Pinto, João Batista de Lima e Silva e outros. No texto de apresentação, João Batista justificava as razões de sua publicação:

“Somos solicitados pela necessidade de defender a inteligência, a liberdade de pensar e investigar a verdade, sem temer as suas consequências, nem as arremetidas dos grupos interessados em escondê-la e falseá-la. Esta é a luta pela cultura, contra os que procuram substituí-la pelos dogmas, contra os que procuram impedir a pesquisa honesta dos fatos e a livre atividade da inteligência”.

O crítico Literário Carlos Chiacchio que mantinha a coluna Homens & Obras, no Jornal A Tarde, registrou o lançamento da revista na edição de 20 de junho de 1945.

Aracaju

Após colação de grau dos trinta e nove bacharéis, das nove turmas pertencentes aos cursos de Matemática, Filosofia, Geografia, História, Ciências Sociais, Letras Clássicas, Letras Neo-Latinas, Letras Anglo-Germânicas e Pedagogia, ocorrida em 5 de dezembro de 1945, João Batista de Lima e Silva retorna a sua cidade natal. Em Aracaju, João Batista  trabalhou na Folha Popular, e como  diretor do Jornal do Povo ligado ao Partido Comunista, redator-chefe do Jornal da Bahia e professor da Faculdade de Filosofia da UFBA. Em Sergipe ocupa as funções de Secretário de Educação e Propaganda do Comitê Estadual e diretor do Jornal do Povo. Em 1946 foi o representante do Comitê Estadual na III Conferência Nacional do P.C.B., realizada na capital federal. Sobre a Conferência disse João Batista:

“A Terceira Conferência Nacional foi um espelho admirável do que é o glorioso Partido Comunista do Brasil – o mais brasileiro de todos os Partidos nacionais, o único Partido onde existe, realmente, democracia interna, a vanguarda organizada do proletariado e do povo na luta por melhores condições de vida, pelo progresso de nossa pátria e pela democracia”.

Em 1947 João Batista candidata-se pela chapa popular do P.C.B., como candidato à Assembleia Estadual de Sergipe, representando o Partido do Proletariado, aos intelectuais do povo, que, porém toda a sua vida e toda a sua cultura a serviço da causa do proletariado e de todo povo. João Batista ingressou nas fileiras do P.C.B. ainda estudante de ginásio, participou da luta antifascista do povo em Sergipe e Bahia, dirigindo com outros companheiros o movimento de massa estudantil contra o nazi-fascismo. Vejamos o artigo do jovem jornalista João Batista de Lima e Silva publicado no Jornal do Povo, de Aracaju na edição de 31 de dezembro, 1947, sobre o assassinato do operário Anísio Dário pela força policial do Estado de Sergipe:

O Sangue do Povo

Aconteceu a 29 do mês passado: – mataram em Aracaju um operário preto. Era carpinteiro, chefe de família numerosa – tinha 12 filhos e chamava-se Anísio Dário.

  Anísio, ao lado de centenas de trabalhadores, funcionários, estudantes e intelectuais sergipanos acorria ao apelo dos democratas daquele estado, que pretendiam realizar uma demonstração pública, de protesto contra a cassação dos mandatos do povo. O comício não foi, entretanto realizado, porque os seus promotores, diante das provocações policiais, estúpidas e agressivas, resolveram adiá-lo a fim de impedir o banho de sangue que o vereador Rolemberg Leite e seu secretário geral – conhecido como João Primeiro de Abril de Araujo Monteiro – haviam planejado contra o povo.

As ordens transmitidas pelo Chefe do Executivo sergipano ao seu chefe de polícia era a de impedir – a qualquer preço – que os democratas, usando dos direitos assegurados na Constituição, expressassem o seu repúdio e protesto contra as constantes violações que vem sofrendo a Carta de 46. A Ordem era de prender, espancar, espingardear o povo: de fazer correr o sangue dos democratas da terra de Fausto Cardoso.

A decisão dos promotores do comício, não impediu, porém, que o Chefe de Polícia de seus capangas cumprisse, à risca, a ordem recebida – Fizeram – como se diz em seu linguajar – um trabalho bem feito. Tinha carta branca para agir contra o povo – e, por isso, espaldeirou trabalhadores, e agrediu inclusive parlamentares. E para dar o exemplo não deixaram passar a oportunidade de assassinar friamente, pelo menos um democrata, já que não era possível um massacre em regra.

Possivelmente, para os comandados do chefe de polícia sergipana – cujo pai, conhecido integralista, preso como quinta-coluna durante a guerra, ameaçava de revólver em punho os cidadãos presentes – mais interessante seria liquidar sob suas balas assassinas o deputado e os vereadores comunistas, presentes à concentração. Isso, porém, seria ir muito longe em vista de não se haver realizado o comício. Para dar exemplo escolheram por isso, um operário. Um operário preto. Que é, a final, um operário preto para um capanga da oligarquia de senhores de terra, que domina, hoje, o Estado de Sergipe. A morte desse operário preto teria – segundo os cálculos dos bandidos que o assassinaram – o mesmo significado dos suplícios exemplares que os avós do atual governador costumavam aplicar contra algum dos seus escravos, para que os demais aprendessem a lição.

O crime foi rápido. Enquanto o deputado Armando Domingues se dirigia à multidão pedindo para dispersar e protestando contra a violação do direito constitucional de reunião pacífica, um grupo de cavalerianos e tiras cercou Anísio Dário e levou-o para um canto longe do local onde se aglomeravam os que vieram à praça defender os mandatos populares. Aí desfecharam-lhe um golpe de espada na testa e alvejaram-lhe, depois uma bala no coração.

Morreu Anísio Dário – informam os jornais de Aracaju – dando vivas a democracia e à Constituição.

     ***

Era um operário humilde, estimado de seus camaradas e dos trabalhadores aracajuanos. Vivo Anísio Dário era apenas um homem, como milhares de outros companheiros seu neste país: – honesto pai de família, trabalhador escrúpulos, firme militante comunista, consciente dos interesses de sua classe. Hoje, seu nome é símbolo.

Símbolo da resistência ativa das massas populares ao terrorismo que se quer reimplantar entre nós, símbolo da firmeza com que nosso povo, tendo à frente a classe operária e a sua vanguarda política, à qual ele pertencia desde 1935 – e com que justo orgulho! – enfrenta as investidas do imperialismo ianque e de seus “paus mandados” nacionais, contra as liberdades democráticas, o progresso e libertação de nossa terra.

A grande massa popular que compareceu ao enterramento de Anísio Dário, os discursos que operários intelectuais, de populares e vereadores pronunciaram junto ao seu túmulo e mais ainda, as palavras da filha mais velha: – “Prometo, meu pai, que serei mais comunista do que antes e que sua morte será vingada, pois haveremos de derrotar a reação” – tudo isso já é a transfiguração do nome do humilde operário sergipano para o sentido simbólico que lhe deu o frio e perverso assassino de que foi vítima. Seu nome hoje significa a determinação, a coragem, o patriotismo militante das forças populares brasileiras, que farão recuar a ditadura, em seus propósitos criminosos de tornar o nosso país um campo de concentração e o nosso povo um rebanho de servos, à disposição do cupidez e das aventuras guerreiras do imperialismo ianque.

     ***

Não é justo, porém que se veja no assassinato de Anísio Dário somente um símbolo e um exemplo de sacrifício honroso na luta de resistência democrática. Neste crime há, do outro lado, o banditismo que a ditadura está oficializando no país, e contra o qual é preciso protestar com violência e firmeza. Há o inominável atentado contra a vida de um cidadão patriota, que, usando de um legítimo direito constitucional, dirigia-se à praça pública para defender a Constituição Contra este atentado é preciso protestar com energia.

É preciso fazer sentir ao interventor de Dutra, em Sergipe, que suas mãos estão tintas de sangue: que seus auxiliares, mais imediatamente responsáveis pelo crime, – o secretário Araujo Monteiro e o chefe de polícia Djenal Tavares – precisam ser afastados de seus cargos e punidos pelo assassinato que planejaram.

É necessário que todos os democratas, de todos os Estados, demonstrem praticamente sua solidariedade à luta de defesa da Constituição e das liberdades democráticas, por que morreu lutando o trabalhador Anísio Dário. E que demonstrem essa solidariedade, também, amparando materialmente a família daquele combatente da Democracia.

Deste modo, levaremos ao conhecimento dos agentes da Ditadura terrorista que está ensanguentando a nossa terra, que as forças democráticas brasileiras estão ao lado de Anísio, dos objetivos que o levaram à praça pública onde encontrou os seus assassinos e têm da maioria os nomes criminosos que, cedo ou mai tarde, responderão pelo crime monstruoso. (Jornal do Povo. Aracaju, 31 de dezembro, 1947).


Órgãos do PCB


João Batista Lima e Silva foi também um dos fundadores em 1945 do jornal O Momento (BA), órgão oficial do PCB na Bahia, dirigido pelo militante comunista João Falcão. Outro grande jornal da imprensa baiana que teve sua colaboração foi o Jornal da Bahia que nasceu em 21 de setembro de 1958, sob o comando de João Falcão que circulou entre 1958 a 1994 e teve uma equipe formada por grandes nomes da intelectualidade baiana, como os jornalistas: José Gorender, Heron e Inácio Alencar, Almir Matos, Nelson Araújo, Luiz Henrique Tavares, Jair Gramacho, Arquimedes Gonzaga. Advogados: Guillardo Figueiredo, Milton Cayres, Zittelmann Oliva, Virgilio Leal, Marcelo Duarte, Alberto Castro Lima, Redator-chefe: João Batista Lima e Silva. Secretário: Flávio Costa. Copidesque: Alberto Vita. Chefe de Reportagem: Ariovaldo Matos. João Falcão, jornalista experiente que já havia dirigido a primeira revista comunista no Brasil em 1938, Seiva (BA), delegou o comando da Redação do JB ao talentoso João Batista, segundo depoimento do também jornalista baiano e companheiro de redação Muniz Sodré – um dos melhores profissionais que conheci em minha vida.

João Batista de Lima e Silva colaborou em muitos jornais, alguns como: Mensagem e Símbolo da fase estudantil, e devido a experiência adquirida em Sergipe foi destaque nos movimentos estudantis nacionais.  Outros na militância comunista: A Verdade (SE), Jornal do Povo (SE), Folha Popular (SE), Época (SE), Novos Rumos (RJ), O Momento (BA), Jornal da Bahia (BA), Voz Operária (RJ). José Batista de Lima e Silva sociólogo e jornalista, morto em 13 de dezembro de 1979,

PELO TWITTER

www.twitter.com/AntonioSamarone A escultura mais visitada em Aracaju é o CARANGUEJO da Atalaia. Produzido em Sergipe. Sabem quanto custou? O caranguejo da Atalaia, com 8 metros de comprimento, obra de um artesão sergipano, custou na época 48 mil reais.

www.twitter.com/abilio_diniz Há uma profunda tendência para se alcançar o que se imagina e se conserva gravado no espírito, mas é preciso que o objetivo seja justo. Por isso, afaste dos pensamentos as ideias ruins. (...)

www.twitter.com/ValadaresPSB Há na política de SE um movimento de cooptação de partidos que, na aparência, atua para juntar os contrários em favor das “mudanças”, com adesões sem limites e promessas mirabolantes. Junções contraditórias que não somam se não enaltecerem a ética e ocultarem os malfeitos.

www.twitter.com/Jabbnascimento Gestor da Emgetis insiste responsabilizar o governo pela suas maldades, não obstante o empenho do Vice-Gov. Belivaldo em solucionar o impasse. Um gestor que faz fogo  amigo sem pensar no prejuízo psicológico aos servidores

Cláudio Nunes no Face e no twitter:

https://www.facebook.com/blogclaudionunes/ 

http://www.twitter.com/BlogClaudioNun

Frase do Dia
“A alma mais forte e mais bem constituída é aquela que os sucessos não orgulham e que não se abate com os revezes.” Plutarco.



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Comentários
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Itabaianense
10/03/2018 às 08:07
Finalmente o monumento Marcelo Déda será entregue após tanta postergação. O que um ano de eleição não faz né? Jackson Barreto deveria fazer o mesmo com o Hospital do Câncer, aparelhos de radioterapia, etc. Enfim, cumprir os projetos dos empréstimos do Proinvest e Proredes.
Itabaianense
10/03/2018 às 08:07
Finalmente o monumento Marcelo Déda será entregue após tanta postergação. O que um ano de eleição não faz né? Jackson Barreto deveria fazer o mesmo com o Hospital do Câncer, aparelhos de radioterapia, etc. Enfim, cumprir os projetos dos empréstimos do Proinvest e Proredes.

Cláudio Nunes

Desde maio de 2006, tem um blog no Portal Infonet. Atua no jornalismo de Sergipe há mais de 15 anos, passando pela Gazeta de Sergipe, Jornal da Manhã, Diário de Aracaju, TV Sergipe e Jornal do Dia. Radialista e jornalista, em dezembro de 2006 publicou o livro "Liberdade da Expressão".
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