Na crise de agora só o Brasil saiu perdendo
Por quanto tempo mais o País suportará aos terremotos...
19/05/2017  08:46


Por quanto tempo mais o País suportará aos terremotos políticos a que vem sendo submetido nos últimos tempos? O mensalão já passou há um bom período, mas aí veio o petrólão e a coisa foi ficando feia. Com a instalação da Operação Lava Jato há três anos, a vida política nacional passou por um terremoto que parece não ter fim. Esta semana, na 4ª feira, 17/5, os irmãos Wesley e Joesley Batista, sócios-proprietários do Frigorifico Friboy, denunciaram em delação premiada gravações onde o Presidente Michel Temer aparece estimulando o pagamento ao ex-Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para mantê-lo calado. As gravações envolvem também o Senador Aécio Neves, que ontem, pela manhã, foi afastado das sessões do Senado Federal e deixou a presidência do partido, além de ver sua irmã, Andrea, ser presa em Belo Horizonte.

Na quinta-feira à tarde, o Presidente Temer fez um rápido pronunciamento à Nação onde disse, em alto e bom som, que não pretendia renunciar. Isso não significou o fim da crise. No Congresso Nacional a repercussão do escândalo tem sido grande. Já foram protocolados oito pedidos de “impeachment” do Presidente Temer que podem ter avanços ou não. A situação é tão grave que o dólar teve uma queda no câmbio tão alta como há quase vinte anos nõ se via.

Como estancar a crise de agora?  Para o PT, só convocando eleições diretas imediatamente para a presidência e vice-presidência da República. Os petistas vêem aí a oportunidade de reconduzir Lula ao comando da Nação o mais rapidamente possível, sem esperar as eleições de 2018. Mas, há quem considere  um absurdo uma possível candidatura de Lula diante de um quadro de crise como esse... O ainda presidente Temer diz que não renuncia mas reconhece que está cada dia mais difícil, o processo de governabilidade do país.

Os irmãos Batista, donos da Friboy e algumas outras empresas, depois de passarem anos sob a proteção do governo do PT, com o cofre do BNDES à disposição e com juros subsidiados, causaram um terremoto no país. Sairãodele ilesos?

Os projetos de reformas patrocinados pelo governo Temer entram agora em estágio de espera porque Temer não tem cacife para negociar nada. Diante de tamanho imbróglio resta a constatação: só o Brasil saiu perdendo...

SCAS comemora nesta os seus 66 anos

No início dos anos 60, o “Jornal do Brasil”, um dos mais prestigiados do País e que circulava semanalmente com um suplemento literário muito badalado, relatou um dialogo ouvido entre dois intelectuais num bistrô em Paris. Eles falavam sobre o Brasil e, mais especificamente, sobre a SCAS (Sociedade de Cultura Artística de Sergipe) e a importância de sua programação para o desenvolvimento cultural do povo sergipano. Isso quer dizer que a importância da SCAS já ultrapassava fronteiras e era discutida num barzinho parisiense. Foi a glória para os sergipanos. A SCAS tinha o trabalho reconhecido por dois músicos, integrantes de um quinteto que recentemente se apresentara no Estado. A SCAS era, assim, internacional. Nos anos seguintes, a SCAS desenvolveu uma série de projetos na área cênica (chegou a criar o TECA – Teatro da Cultura Artística), no cenário musical e até cinematográfico (os associados tinham uma programação semanal com filmes que não passavam comercialmente nos cinemas).Eram os tempos de Felte Bezerra, José Carlos Teixeira e João Costa que consagraram a SCAS como a mais importante entidade na área cultural sergipana e que mudou a cara da Arte de Sergipe. A SCAS chegou a ter, por esta época, algo em torno de mil associados que frequentavam as salas onde os espetáculos eram exibidos: o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, o Theatro Atheneu Sergipense e os cinemas Vitória e Rio Branco. A decadência da SCAS começa, porém nos anos 70, por conta do aumento do dólar- como boa parte dos artistas estrangeiros eram pagos em moeda forte, ficou impossível manter uma programação de alto nível como a apresentada até ali. Não por culpa dos presidentes que se seguiram (João Augusto Gama da Silva; Luiz Antônio Teixeira; Ricardo Nunes e prof. Jorge Carvalho - e de 2012 até agora Isaac Enéas Galvão. Não à toa, a SCAS está chegando aos 66 anos de existência. É precisamente este número redondo que vai ser comemorado hoje, sexta-feira, com um coquetel na sede da entidade, no prédio da Cultura Artística, ali nas esquinas da Rua São Cristovão com a Avenida Rio Branco.

     ***
HOMENAGENS
  - Ex-presidentes, ex-diretores, agentes públicos ligados à cultura, bem como profissionais e artistas de variados segmentos serão homenageados (ou pelo menos lembrados) durante o coquetel que está marcado para começar as 17h. O diretor da SCAS, Isaac Enéas Galvão fará uma apresentação destacando as personalidades que fizeram parte dos 66 anos de vida da SCAS. Tudo bem que você, jovem de hoje, não saiba nem sequer o que é a SCAS – mas no passado ela era sinônimo de audácia, de ousadia, de presença constante junto ao público que consumia Arte no Estado. Hoje também será lançado o blogo da SCAS, ferramentas de comunicação em rede sociais (fanpage, twitter, instagram), abertura da galeria com a foto dos ex-presidentes, etc.  É de se esperar que a festa dos 66 anos da entidade seja um principio de retomada para uma sociedade que ainda se ressente da falta de uma entidade como a SCAS.

Então, é bater as taças desejando muitos anos de vida à SCAS.



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Comentários
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Ruan dias
21/05/2017 às 07:48
Ladrão petista não pode ser presidente da República. Ladrão peemedebista não pode ser presidente da República. Ladrão tucano não pode ser presidente da República. Irresponsável é quem acha que há bons ladrões e maus ladrões. Ladrão é ladrão. E o Brasil continua a ser maior do que qualquer ladrão
Verônica morando em Lisboa
19/05/2017 às 09:31
Vejo um contraste muito grande nas narrativas do jornalista. Quando as denúncias envolviam o partido que saiu do governo há mais de um ano o tom era, a meu ver, muito mais emocional e enfático. Nesta nota parece uma narrativa linear, sem maiores indignações. Aliás, verifico isso em vários jornalistas. Acho que se o problema identificado é o mesmo, a minha ideia pessoal de isenção indicaria o uso da mesma tonalidade, ênfase, impacto etc. É como sinto, pelo menos.

Ivan Valença

IVAN MACÊDO VALENÇA, 72 anos, começou a escrever para jornal aos 13 anos de idade, no Sergipe Jornal. A partir de 1958, aos 14 anos, praticamente profissionalizou-se, na Gazeta de Sergipe, como repórter. Em 1971 fundou, junto com o publicitário Nazário Pimentel, o “Jornal da Cidade”, inicialmente semanal, posteriormente diário, em “off-set”. Ultimamente vinha escrevendo colunas opinativas para o “Jornal da Cidade”.
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