Prepare-se, pois a vida é cheia de surpresas!
É preciso estar pronto financeiramente para os imprevistos
11/04/2018  08:00


Vivemos em um mundo de incertezas, para isso, é necessário estar preparado tanto emocionalmente quanto financeiramente. O primeiro passo para iniciar os investimentos é estar em dia com as contas, em seguida preparar uma reserva satisfatória para situações não esperadas.

Ao tratar de imprevistos, me refiro tanto aos negativos quanto aos positivos. Todos estamos sujeitos a situações que requerem um desgaste financeiro, um acidente de trânsito, problema de saúde que o plano não cubra, ajudar um familiar ou amigo e etc.  As “surpresas” podem, também, ser boas, como a oportunidade de comprar um carro ou imóvel com preço bem abaixo do mercado. Todas as possibilidades citadas necessitam de capital rápido e é preciso estar preparado para estes momentos.

O montante com acesso ágil, chamado de liquidez pelo mercado financeiro, depende da realidade de cada investidor. É difícil estabelecer um padrão de planejamento para as finanças pessoais. Seguros, estrutura familiar, outras fontes de renda (alugueis a receber, por exemplo), estabilidade no emprego são variáveis determinantes para a necessidade de liquidez.

Uma dica de ouro para a tomada de decisão de quanto ter na “caixa forte” é considerar o risco profissional. Investidores com empregos bem seguros, como funcionários públicos, por exemplo, indica-se uma reserva imediata que cubra 3 meses em gastos. Para pessoas com empregos mais instáveis como funcionários da iniciativa privada, que são mais sujeitos a demissões, uma reserva entre 6 a 8 meses dos gastos em investimentos de acesso fácil dá tranquilidade em casos de afastamentos. Profissões mais sazonais, como corretor de imóveis, por exemplo, que podem vender muito em um mês e passar longos períodos sem saídas no estoque, é necessário, a proteção de, no mínimo 1 ano dos custos correntes pois em tempos de escassez existe uma boa reserva para queimar, assegurando que não será necessário entrar no vermelho.

Esta reserva também está inclusa no portfólio do investidor e, portanto, não deve ficar na conta corrente ou na poupança. O capital deve estar aplicado em ativos de baixo risco e rápido acesso, como CDBs diários, fundos de resgate D+0 ou D+1 ou Tesouro SELIC. O foco deste investimento é liquidez, não rentabilidade, logo, os retornos serão menores que ativos de longo prazo.

Após estar protegido das incertezas por uma boa reserva, que dá tranquilidade no curto prazo, devemos pensar em acumulação de patrimônio, investimentos que maximizem os retornos. De nada adianta ter um grande capital e, em certos momentos, estar desprotegido em razão do dinheiro estar preso.  Prepare-se pois a vida é cheia de surpresas!



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Rafael Saldanha

Economista especialista Investimentos e Finanças, com experiência na área de projetos. Autor do livro Mercado Brasileiro de Televisão: O caso de Sergipe. Atualmente assessor de investimentos na Real Invest e mentor na Real Educação.
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