Santa Tereza (RJ) – Embarque no bonde da Carioca
Bairro de Santa Tereza. Zona Sul do Rio de Janeiro. O passeio começa na Estação da Carioca. O bonde estaciona coordenado manualmente à alavancas e solavancos pelo maquinista. É hora de embarcar num misto de aventura e história em terras carioca
04/11/2010  07:39


O passeio à Santa Tereza, região sul do Rio de Janeiro, nada mais é do que uma volta ao século

Hábito de viajar do lado externo
XVIII, onde a sociedade abastarda da época deixou expressiva marca européia. O bairro é dividido entre  classe média-alta e classe média e é conhecido pelas construções históricas e pelo único bonde em circulação no Rio de Janeiro. Também é lá onde se pode ter uma bela vista do centro da capital e diversos ateliês e restaurantes.

O passeio inicia na escondida Estação da Carioca, no centro do Rio de Janeiro, bem próximo do moderno prédio da sede da Petrobras (rua Lélio Gama). Tão logo o manobrista inicia a condução entre alavancas e solavancos, o bonde dá um susto iniciado a travessia sobre os Arcos da Carioca (Lapa), antigo aqueduto construído em estilo romano no século XVIII para

Sobe e desce, curvas no passeio de bonde
abastecer os antigos morros de Santa Tereza e Santo Antônio. A visão panorâmica do centro é esplendida, numa uníssona combinação entre moderno e antigo, colorido e acinzentado.

O bonde sobe ladeira, desce ladeira e adentra o bairro de Santa Tereza. A ginga pelas curvas desenhadas sobre o calçamento de pedra, brigando por espaço com os carros e moradores é uma constante e tão logo nota-se que o tour envolve um misto de aventura e história.

Pelas ruas, ver-se a imponência de outrora quando  observa-se casarões e verdadeiras mansões datadas do século XVIII, algumas delas engenhocas por serem

Casarões estilo europeu
construídas entre paredões e provavelmente entre matas. Azulejo português ali, fontes no jardim lá, arquitetura francesa, leões de chácaras, parapeito na janela, estilo colonial e por vezes mourisco. Muitos casarões resistem ao tempo e mantém a arquitetura da sociedade da época. Alguns deles transformados em chácaras que abrigam museus, a exemplo da Chácara do Céu e do Parque das Ruínas.

O bonde sobe e desce e revela o porquê de Santa Tereza ter se firmando como uma das principais atrações turísticas do Rio de Janeiro. Conhecida como a Montmartre carioca, devido ao grande número de artistas que possuem ateliês e residem no local, no bairro também há um polo gastronômico, principalmente ao redor do

Parada e mais casarões
Largo dos Guimarães, área nobre.

As ruas de paralelepípedo cortadas pelo trilho e o fios elétricos traduzem também a atmosfera saudosista do bairro. Por mais de 100 anos o bondinho serve de transporte para os moradores e condução de passeios para turistas. É no bairro um dos lugares onde o rio se mostra vivo em sua alma carioca. Os moradores chamam o maquinista pelo nome e muito deles nem pagam o transporte, pois há um hábito de serem transportados segurando uma barra no lado externo da condução.

No passeio, ora ouve-se o fank dos jovens ecoar pelas janelas da casas do bairro, ora um sambinha de raiz, mostrando

De vários lugares à vista é espetacular
que há um constante conflito entre o passado e o presente no bairro. Na última parada, há uma igrejinha e uma vista bem ao estilo dos morros cariocas. Em seus diversos mirantes, o Rio também se mostra através da baía de Guanabara, do centro histórico, do Corcovado e do Pão de Açúcar, principalmente do mirante do Parque das Ruínas – uma antiga mansão onde acontecia bailes com tradicionais nomes da época, a exemplo de Vila Lobos, e hoje suas ruínas foram preservadas e transformadas em mirante. A vista do centro e das belezas naturais do Rio de janeiro é de impressionar.

É hora de voltar. O bondinho não espera e ecoa um sinal sonoro. A comunidade desce a ladeira do passado, deixando para traz um pouco do Brasil preservado para as novas gerações viajarem no tempo e conhecerem um pouco do país, ali no Rio de Janeiro, no bairro de Santa Tereza.

Registros

Centro do Rio com destaque para a Catedral Metropolitana

Constrate. Ao fundo, o Cristo

Pão de Açucar visto do Parque das Ruínas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Maquinista ajeita trilhos
Bonde divide espaço com modernidade

Fios e trilhos nas ruas

 

 

 

 

 

 

 

Casarões também

Casarios bem ao estilo europeu

Parque das Ruínas é de tirar o fôlego, com seus mirantes

 

 

 

 

 

 

 

 

Dicas de viagem

ü  Há duas linhas de bonde que custam apenas R$ 0,60 a ida e R$ 0,60 à volta. Pode-se parar em qualquer ponto ou até mesmo solicitar uma parada extra e pegá-lo novamente na volta e vice-versa. Uma das linhas vai até bem pertinho do Corcovado, porém, está em reforma. O bondinho dura, em média, menos que uma hora para ir e voltar. Nos finais de semana há um passeio turístico guiado que custa R$ 6, por pessoa.

ü  Os bondes circulam de segunda a sexta-feira, de 06h40 as 20h30, mesmo que haja feriado. Sábados e domingos, o horário é de 07h às 20h, onde menores de cinco anos não pagam

ü  O bonde é uma linha comum de transporte e, portanto, há subida e descida de pessoas em qualquer local. Não deixe seus pertences soltos. Tudo cuidado é pouco, mas sem exageros.

ü  Veja como é tradicional as pessoas sustentarem-se nos ferros do lado externo do bonde.

ü  Tome cuidado ao descer em locais que não sejam estações. A mesma por onde passam os bondes, passam microônibus, carros e moradores, por vezes, na contramão. Os bondes também entram na contramão.

ü  Prefira conhecer melhor o bairro de Santa Tereza e por lá realize refeições e aprecie a vida do bairro. Há diversos tipos de restaurantes para todos os gostos e bolsos, principalmente no Largo dos Guimarães.

Na Bagagem

Donos de restaurante e de hotéis reclamaram do baixo fluxo de turistas no feriadão. A eleição foi apontada como a principal causa. Em compensação, sergipanos lotaram as praias do litoral Norte e Sul do estado, deixando à capital bem mais tranqüila.

A empresa Nozestur tem se consolidado como uma das principais agências de receptivo do Estado e abri mais uma filial no Hiper Bompreço/Jardins.

O Ministério do Turismo incluiu Aracaju na publicação “Caminhos do Fazer – Guia de Produtos Associados ao Turismo”, um guia que auxiliar as operadoras de turismo na criação dos roteiros e apontar aos turistas os principais interesses atrativos de  viagens. As publicações vão dar dicas de artesanato, moda, culinária típica, manifestações culturais e agroindústria de 16 municípios.

Nova Petrópolis (RS) sediará no período de 21 de novembro a 31 de dezembro, o Natal em Cores, ao estilo que acontece também em Canela (RS) e Gramado (RS).

Alagoas fortaleceu no destino na Argentina e passa a receber voos charteres diretamente deste país na alta temporada. O resultado é fruto da Secretaria de Estado do Turismo, Secretaria Municipal de Turismo de Maceió, ABIH/AL, Maceió Convention & Visition Bureau e a operadora argentina All Seasons.

Passaporte

Ex-colônia britânica, Barbados fica no Caribe e desponta para os brasileiros como um dos destinos

Batts Rock, uma das praias mais concorrida
promissores. Com suas 60 praias, sol na maior parte do ano e a espontaneidade do Caribe, já existe uma linha direta entre o Brasil e Bridgetowm, capital do país, oferecendo aos brasileiros praias de águas calmas e areia branca.

Polo açucareira na época das grandes navegações, o país ainda resguarda vestígios desta época, porém, soube aproveitar suas belezas naturais para construir infraestrutura de esportes, como campo de golfes, e bons resorts. É la onde ficam

Praias de águas calmas e cristalinas
asparadísiacas praias de Batts Rock e Crane Beach, a primeira, formada por uma piscina naturale mar calmo; a segunda, a mais disputada de todas as praias.

A divulgação do destino foi bem explorado na Abav 2010, evento que aconteceu no Rio de Janeiro, contando com mais de 40 países da América Latina. Barbados bem que se destacou.

Fotos: Divulgação. Site oficial: visitebarbados.com



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Silvio Oliveira

Jornalista, especialista em Gestão da Comunicação e responsável pela fan page Tô no Mundo. Escreve sobre Turismo para o Portal Infonet desde 2009. Atuou em jornais, a exemplo do Correio de Sergipe e cadernos especiais do Cinform, além do Portal F5 News. Passou por Assessorias de Comunicação e Agências de Notícias do Governo de Sergipe, Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe/ Projeto Mar de Sergipe e Alagoas e Prefeitura de Aracaju.
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