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| Representantes do Sinpospetro e da Força Sindical (Fotos: Portal Infonet) |
Representantes do Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Sergipe (Sinpospetro) denunciaram na manhã desta quarta-feira, 25, estar enfrentando dificuldades quando da realização de fiscalizações nos estabelecimentos, principalmente no que se refere à jornada dos trabalhadores. O sindicato enfatizou que “até mesmo ameaças de morte já foram feitas pelos donos de postos que insistem em submeter os funcionários a uma jornada de 12 horas diárias". Categoria não descarta uma paralisação.
“Os empresários não estavam acostumados com uma fiscalização contínua por parte do nosso sindicato. Está havendo uma resistência muito grande dos empresários tanto na capital quanto no interior. Para se ter uma idéia, já aconteceu de um empresário bater nas nossas costas dizendo: ‘aqui se mata por 10 reais’. E de outro nos expulsar dos escritórios dizendo que eles mandam inclusive na jornada de 12 horas”, lamenta o presidente do Sinpospetro, José Édson Gomes de Araújo.
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| José Édson: "Ameaças de morte por causa das fiscalizações" |
Ele explicou que ficou definido em convenção coletiva que a jornada dos trabalhadores em postos de combustíveis é feita em três opções: de oito horas, de sete ou de seis. “Nós estamos intensificando as fiscalizações no sentido de se fazer cumprir as cargas horárias definidas na convenção coletiva”, diz.
Segurança
O vice-presidente da Força Sindical, Alexandre Delmondes, relatou que antes de o Sinpospetro ser criado, os trabalhadores eram obrigados a ficar todo o turno em pé. “Nós conseguimos através da Lei de Combate à Fadiga, que se colocassem nos postos, bancos para que no horário do intervalo, os trabalhadores pudessem sentar e descansar um pouco. Isso já ocasionou uma represália por parte dos empresários, que acham um absurdo o trabalhador ter direito a sentar. Alguns empresários tentam burlar essa lei colocando os bancos a 200, 300 metros da ilha de atendimento”, destaca.
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| Alexandre Delmondes: "Represálias por parte dos empresários" |
Alexandre Delmondes lembrou que o sindicato encontrou nas fiscalizações, trabalhadores sem o ASO (Atestado de Saúde Ocupacional). “Nem os exames admissional e demissional, as empresas querem fazer. Além disso, postos de combustíveis são áreas de periculosidade e de sinistro, que podem ter explosão e incêndio. Todo mundo que trabalha numa área dessa tem que ter treinamento. Em Sergipe, nenhum posto deu esse treinamento porque os empresários acham que é custo.
Providências
Após detecção de irregularidades, o Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado de Sergipe entrega ofícios aos empresários detalhando as irregularidades e dando prazo para que resolvam.
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| Ademir Silva: "Não vamos nos intimidar" |
“Quando não é resolvido, nós entramos com a denúncia na Superintendência Regional do Trabalho (STR), que manda um auditor fiscal. Nós estamos tendo represálias por parte dos empresários. E a pior delas, a mais nociva, um crime contra a organização do trabalho é ameaçar o trabalhador, dizendo que ele deve se desfiliar do sindicato para não perder o emprego. Os empresários sabem que fazendo isso, corta as pernas do sindicato, porque a gente precisa de combustível para fiscalizar, de um tecnólogo para fazer a fiscalização e de um advogado para entrar com as ações e isso gera custos. Quando os trabalhadores se desfiliam, o sindicato deixa de existir”, lamenta.
Desacostumados
O tecnólogo do Sinpospetro, Ademir Silva ressaltou que os empresários dos postos de combustíveis de Sergipe não estavam acostumados com as fiscalizações. “Hoje pra eles é surpresa a gente ir lá e exigir que as normas de segurança e de meio ambiente sejam cumpridas. Muitos desses trabalhadores podem ter problemas sérios de saúde. Nós trabalhamos com o benzênio e o mercúrio, produtos altamente cancerígenos. Como sindicato, não vamos nos intimidar, vamos continuar fiscalizando em prol da qualidade de vida dos trabalhadores”, enfatiza acrescentando que a categoria não descarta uma paralisação das atividades.
A reportagem do Portal Infonet passou toda esta quarta-feira, 25, tentando ouvir os representantes do Sindicato dos Postos de Combustíveis do Estado de Sergipe, mas não obteve êxito. Na sede do sindicato, a informação é de que o telefone celular do presidente Flávio Andrade está quebrado, mas que ele poderia estar no Posto Brasil, mas já tinha saído.
Retornando ao sindicato, a reportagem foi informada de que o secretário André Massoti poderia falar sobre o assunto. Várias tentativas foram feitas para o celular, mas as ligações não foram completadas. Diversas vezes tentamos falar com a assessoria de Comunicação, que também não atendeu. O Portal Infonet continua a disposição do sindicato pelo telefone 2106-8000 ou pelo e-mail: jornalismo@infonet.com.br.
Por Aldaci de Souza
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