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28/04/2012 - 21:31
Soldado assume autoria dos disparos que matou dois
Após apresentação voluntária, tenente da PM é preso no DHPP

Militares foram transferidos e impedidos de mostrar o rosto (Fotos: Portal Infonet)

Na tarde deste sábado, 28, novas informações sobre o triplo homicídio que ocorreu na última sexta-feira, 27, no Hospital de Urgência e Emergência de Sergipe (Huse) mudou a primeira versão dos fatos. Após apresentação voluntária do tenente da PM, Genilson Alves de Souza, no Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) a polícia ficou sabendo que o irmão do tenente, um soldado da PM, identificado como Gean Alves Souza, é o responsável por ter efetuado os disparos que mataram Cledson dos Santos, de 21 anos e Adalberto Santos Silva. Essa é a versão apresentada pelo soldado.

O fato foi revelado durante depoimento a delegada do DHPP, Tereza Simony. O soldado contou que os dois homens foram reconhecidos por envolvimento na morte de Jailson Alves, também irmão do soldado. A delegada explica que o soldado confessa os disparos em Cledson e Adalberto, mas nega que tenha matado Márcio Alberto Santos, de 30 anos.

O advogado diz que acredita na inocência do tenente

Após os depoimentos por volta das 20h o tenente Genilson Alves foi encaminhado ao Presídio Militar por força de mandado de prisão e o soldado Gean Alves Souza que possui prisão administrativa disciplinar foi encaminhado ao Quartel da PM.

Durante a retirada dos militares detidos no DHPP a polícia montou uma barreira em frente a delegacia para impossibilitar que os policiais fossem mostrados. O carro do batalhão de choque usado para a operação tinha os vidros escuros. A imprensa e moradores da área que acompanhavam a movimentação também ficaram sem entender porque às portas da delegacia foram fechadas por mais de meia hora.

Versão da Defesa

O advogado dos irmãos policiais, Aloísio de A. Vasconcelos, disse que o tenente chegou ao hospital após os disparos e que Gean assassinou os dois homens por legitima defesa. “Gean em um ato de legitima defesa após ver seu irmão baleado efetuou dois ou três disparos contra Adalberto e Cledson. Inclusive o Adalberto efetuou disparos contra o Ginaldo que é o irmão e guarda municipal e contra o próprio Gean”, sustenta o advogado que é questionado com o fato de Adalberto ter entrado no hospital armado.

O tenente foi encaminhado para o presídio militar

“Adalberto estava armado dentro do hospital, ele alvejou seu irmão que estava desarmado e depois atentou contra a vida do soldado Gean”, acusa o advogado dizendo que vários parceiros de Adalberto tiveram acesso ao hospital.
“Várias pessoas tiveram acesso ontem ao hospital inclusive alguns alguns colegas e parceiros do Adalberto. Muita gente teve acesso, inclusive teve uma preocupação por parte da polícia que era de cercar o hospital porque existia a possibilidade de invasão ao hospital por parte de alguns familiares e amigos do Adalberto e do Cledson”, afirma Vasconcelos.

O advogado ressalta ainda que durante toda a confusão o tenente Genilson estava na faculdade. “Ele tinha saído da faculdade e depois tinha se deslocado para a sua residência, após ser contratado por seu irmão o sargento Gerson se dirigiu ao hospital João Alves”, fala o advogado.

Questionado sobre o autor dos disparos em Márcio Alberto Santos Aloísio diz que “Provavelmente vai apontar quem foi o autor dos disparos, se foi Gean, Cledson ou o Adalberto que estava armado. O tenente é inocente”, argumenta.

Por Kátia Susanna

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Comentários (35)
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Quem vai dizer o nome pa morre
29/04/2012 às 09:43
Ja ja o Advogado do tenente vai querer Processar os familiares das vitimas pedindo idenização. Quer isso tenente, quer dizer que a irma e a mae das vitimas estao mentindo é. Como diz a mussica, QUE PAIS E ESSE????????????????????//
george
29/04/2012 às 09:29
reviravolta? vocês dão informações sem confirmar nada e agora falam em reviravolta? no caso da rebelião no santa maria, só atualizaram o site depois que passou no fantástico. é a vida...
Cilinha
29/04/2012 às 11:10
Segundo a lei, todos têm direito a defesa, mas senhor "adevogado" o senhor poderia se eximir de dar declarações e agir como um advogado que procura cumprir as determinações e legais, e não ficar dando entrevista favorável ao seu cliente, quando os fatos provam o contrário. Calar, neste caso, seria uma atitude sábia. Pelo visto, se o sr. insistir nessa tese de defesa, as vítimas inocentes que estavam à espera de atendimento médico, serão culpadas pela invasão ao Hospital e pelas mortes. ABSURDO!
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