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28/06/2012 - 21:45
Sergipano é preso em SP por submeter jovens à escravidão
Jovens de Itabaiana eram obrigados a trabalhar por R$ 1,00/dia

Josevaldo Santos Santana é aracajuano e foi preso em SP por submeter jovens ao trabalho escravo (Foto: Delegacia do Guarujá/SP)

Acusado de obrigar adolescentes sergipanos à realizar trabalhos análogos à escravidão, Josevaldo Santos Santana, 36, natural de Aracaju, foi preso em flagrante na noite da última quarta-feira, 27, no Guarujá, litoral do Estado de São Paulo. De acordo com informações da delegacia do local, além de obrigar os jovens a trabalhar como ambulantes de 9h às 16h por apenas R$ 1,00, Joseval os mantinha em uma casa de dois cômodos em péssimas condições.

As investigações começaram quando três dos cinco jovens foram até a Delegacia do Guarujá para denunciar a exploração realizada por Josevaldo. As vítimas são da cidade de Itabaiana e duas delas, identificadas como Cristiane da Silva e Cleverson de Souza Santos, alegaram ter 18 anos de idade.

Segundo os relatos dos jovens, há três semanas, o homem esteve em Itabaiana oferecendo aos jovens um emprego onde venderiam castanhas e sândalo na cidade de São Paulo. A ‘grande chance’ daria oportunidade aos jovens de ganhar dinheiro suficiente para sustentar as famílias em sua terra natal.

Jovens eram mantidos em condiçoes precárias

Ainda de acordo com os relatos, todas as despesas seriam pagas por Josevaldo. As vítimas viajaram até São Paulo e foram alojadas em uma casa sem as mínimas condições básicas de sobrevivência. A partir de então, os jovens começaram a trabalhar e não recebiam a remuneração adequada, pois seus nomes eram lançados em uma caderneta onde suas dívidas só cresciam. Josevaldo teria exigido ainda a quantia de R$ 400,00 para deixar que um deles voltasse para casa, caso contrário, teria que trabalhar para pagar a quantia que supostamente o devia.

O acusado, que não possui antecedentes criminais, foi preso em flagrante na sua própria residência e com ele foi apreendido um caderno contendo anotações e números, além de nomes e apelidos das vítimas. Se condenado, Josevaldo poderá pegar uma pena de até oito anos de reclusão.

Através do Conselho Tutelar do Guarujá, os adolescentes foram encaminhados ao Abrigo Municipal e os maiores ao Albergue. Os órgãos serão responsáveis pela volta dos jovens para Sergipe.

Vítimas eram obrigadas a trabalhar por apenas R$ 1,00, o dia

Por Verlane Estácio e Janaina de Oliveira

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