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| Josevaldo Santos Santana é aracajuano e foi preso em SP por submeter jovens ao trabalho escravo (Foto: Delegacia do Guarujá/SP) |
Acusado de obrigar adolescentes sergipanos à realizar trabalhos análogos à escravidão, Josevaldo Santos Santana, 36, natural de Aracaju, foi preso em flagrante na noite da última quarta-feira, 27, no Guarujá, litoral do Estado de São Paulo. De acordo com informações da delegacia do local, além de obrigar os jovens a trabalhar como ambulantes de 9h às 16h por apenas R$ 1,00, Joseval os mantinha em uma casa de dois cômodos em péssimas condições.
As investigações começaram quando três dos cinco jovens foram até a Delegacia do Guarujá para denunciar a exploração realizada por Josevaldo. As vítimas são da cidade de Itabaiana e duas delas, identificadas como Cristiane da Silva e Cleverson de Souza Santos, alegaram ter 18 anos de idade.
Segundo os relatos dos jovens, há três semanas, o homem esteve em Itabaiana oferecendo aos jovens um emprego onde venderiam castanhas e sândalo na cidade de São Paulo. A ‘grande chance’ daria oportunidade aos jovens de ganhar dinheiro suficiente para sustentar as famílias em sua terra natal.
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| Jovens eram mantidos em condiçoes precárias |
Ainda de acordo com os relatos, todas as despesas seriam pagas por Josevaldo. As vítimas viajaram até São Paulo e foram alojadas em uma casa sem as mínimas condições básicas de sobrevivência. A partir de então, os jovens começaram a trabalhar e não recebiam a remuneração adequada, pois seus nomes eram lançados em uma caderneta onde suas dívidas só cresciam. Josevaldo teria exigido ainda a quantia de R$ 400,00 para deixar que um deles voltasse para casa, caso contrário, teria que trabalhar para pagar a quantia que supostamente o devia.
O acusado, que não possui antecedentes criminais, foi preso em flagrante na sua própria residência e com ele foi apreendido um caderno contendo anotações e números, além de nomes e apelidos das vítimas. Se condenado, Josevaldo poderá pegar uma pena de até oito anos de reclusão.
Através do Conselho Tutelar do Guarujá, os adolescentes foram encaminhados ao Abrigo Municipal e os maiores ao Albergue. Os órgãos serão responsáveis pela volta dos jovens para Sergipe.
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| Vítimas eram obrigadas a trabalhar por apenas R$ 1,00, o dia |
Por Verlane Estácio e Janaina de Oliveira