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29/06/2012 - 12:13
Família de sergipano detido em SP alega inocência
Sergipano é acusado de submeter jovens a regime de escravidão
Josevaldo está preso em São Paulo (Foto: Delegacia do Guarujá/SP)

A família de Josevaldo Santos Santana, preso na Cidade de Guarujá em São Paulo, acusado de obrigar jovens a trabalhar como ambulantes por apenas R$ 1,00, nega que ele tenha praticado o crime e afirma que os jovens aceitaram trabalhar sob essas condições. Três dos cinco jovens foram até à Delegacia do Guarujá para denunciar a exploração realizada por Josevaldo, que foi preso em flagrante.

De acordo com a irmã do acusado, Denilza Santos, a prática de recrutar os jovens na cidade acontece há mais de 10 anos e, segundo ela, os adolescentes são informados de como será o trabalho antes de ir. “A gente já faz isso há mais de 10 anos e nunca tivemos problemas. Quando chamamos as pessoas para ir explicamos como tudo será. Isso tudo que estão dizendo é mentira. Eles não ganham R$ 1 por dia, a única despesa que eles têm é se quiserem lanchar por conta própria. A passagem, se eles quiserem voltar, eles é que pagam”, justifica.

Denilza explica ainda, como funciona o esquema. Segundo ela, a abordagem é feita aos adolescentes que querem trabalhar e ganhar bem. Recrutados, são divididos por turmas e levados à São Paulo, com a proposta de trabalhar no período de Novembro a Fevereiro. “A gente explica como se trabalha antes de eles irem. Isso tudo é mentira, as mercadorias que vendem são de responsabilidade deles. Na última viagem, por exemplo, compramos 2 mil reais de mercadorias, enchemos uma Topic com alimentos e mandamos para lá”, explica.

Conselho tutelar

De acordo com a conselheira tutelar, Kelly Vieira, as famílias ficaram chocadas com a notícia e anseiam pela volta de seus parentes. Para ela a prática de recrutamento desses jovens é ilegal. “As famílias estão surpresas com o que aconteceu. Essa é uma prática ilegal, porque não é normal manter esse jovem trancafiado à noite e sem comida. Vamos tentar trazê-los de volta com o apoio da Secretaria de Assistência Social de Itabaiana”, disse.

O caso

As investigações começaram quando três dos cinco jovens foram até a Delegacia do Guarujá para denunciar a exploração realizada por Josevaldo. As vítimas são da cidade de Itabaiana e duas delas, identificadas como Cristiane da Silva e Cleverson de Souza Santos, alegaram ter 18 anos de idade.

Segundo os relatos dos jovens, há três semanas, o homem esteve em Itabaiana oferecendo aos jovens um emprego onde venderiam castanhas e sândalo na cidade de São Paulo. A ‘grande chance’ daria oportunidade aos jovens de ganhar dinheiro suficiente para sustentar as famílias em sua terra natal.

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