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| Willer continua internado no Huse (Imagens capturadas por internautas) |
O cabo Soares, da Polícia Militar de Sergipe, é apontado por testemunhas como principal suspeito pelos tiros que atingiram o jovem Willer Wanderclarkson Gomes Nascimento, 26, crime ocorrido no dia 7 de junho deste ano no fim de linha do Conjunto Marcos Freire III, em Nossa Senhora do Socorro.
O inquérito policial instaurado na 5ª Delegacia Metropolitana está praticamente concluído, mas o delegado Marcelo Hercos mantém as investigações sob sigilo, sem descartar a possibilidade de incluir o cabo Soares no rol dos suspeitos.
De acordo com testemunhas, no dia do crime, o cabo Soares estava dirigindo um veículo e teria passado bem próximo à vítima, tirado “um fino”, na linguagem popular. O jovem reagiu e teria xingado o policial. O cabo voltou, teria parado o carro e teria se dirigido ao jovem, alegando que, com o gesto, mostraria “como se respeita a cara de um policial”. Depois de derrubar Willer, o cabo teria disparado alguns tiros de pistola, dois dos quais atingiram a vítima, na altura do pescoço e também na perna.
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| local do crime |
Os amigos da vítima prestaram socorro por conta própria. Eles teriam ficado impacientes com a morosidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que teria demorado a chegar ao local do crime, e optaram por conduzi-lo ao hospital Zé Franco, em veículo particular, porque a vítima estava sangrando bastante, conforme relato de testemunhas.
As pessoas ouvidas pelo Portal Infonet preferem o anonimato porque temem represália. “É um policial conhecido pela arrogância”, desabafa uma mulher. “Ninguém pode olhar pra ele porque ele já pega a arma e fica apontando, ameaçando, perguntando o que a pessoa quer”, explica.
Investigações
No inquérito policial, o delegado Marcelo Hercos já ouviu cinco testemunhas. Os familiares lamentam a ocorrência, dizem que Willer está vivendo em estado vegetativo e denunciam a ausência de perícia técnica no local no dia em que ocorreu o crime. Até os projéteis, segundo a família, foram recolhidos por parentes próximos e encaminhados à autoridade policial.
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| Cápsulas recolhidas no local do crime |
Na comunidade, predomina o clima de revolta. Há informações que o cabo Soares residia naquele núcleo habitacional, próximo ao local onde ocorreu o crime. Mas, depois do episódio, ele teria se mudado e estaria morando em Aracaju.
A Polícia Militar está acompanhando as investigações que estão sendo realizadas pela Polícia Civil, segundo informou o capitão Charles Victor, adjunto da 5ª Seção do Estado Maior (PM5), responsável pela Comunicação Social da Polícia Militar de Sergipe. Ele informou que a identificação do suspeito ocorreu por interferência da Ouvidoria da Polícia Militar e que a corporação está aguardando a conclusão das investigações.
As medidas serão adotadas, segundo o capital Charles Victor, de acordo com a conclusão do inquérito policial. Sendo indiciado no inquérito, o cabo Soares está sujeito a sofrer avaliação de conduta pelo Conselho de Disciplina.
Willer Wanderclarkson permanece internado no Huse desde o dia 7 de junho. Ele se encontra na ala amarela, destinada a pacientes em estado crítico. As equipes da ala não transmitem informações sobre o paciente. De acordo com a Assessoria de Comunicação do Huse, as informações são limitadas aos familiares. Ao Portal Infonet, a mãe do jovem, Edilma da Silva, informou que ele está paraplégico e que o estado de saúde do filho inspira cuidados. A mãe aguarda a conclusão do inquérito policial e a consequente identificação e punição dos responsáveis pelo crime.
Ao Portal Infonet, a família informou que a vítima morava com uma tia. Recentemente, ele optou por residir com ela e estava trabalhando para uma empresa de serviços de limpeza que presta serviços terceirizados para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
Por Cássia Santana
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