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05/07/2012 - 15:50
Cabo é suspeito de tentar matar jovem no Marcos Freire
Inquérito policial está em fase de conclusão na 5ª Delegacia
Willer continua internado no Huse (Imagens capturadas por internautas)

O cabo Soares, da Polícia Militar de Sergipe, é apontado por testemunhas como principal suspeito pelos tiros que atingiram o jovem Willer Wanderclarkson Gomes Nascimento, 26, crime ocorrido no dia 7 de junho deste ano no fim de linha do Conjunto Marcos Freire III, em Nossa Senhora do Socorro.

O inquérito policial instaurado na 5ª Delegacia Metropolitana está praticamente concluído, mas o delegado Marcelo Hercos mantém as investigações sob sigilo, sem descartar a possibilidade de incluir o cabo Soares no rol dos suspeitos.

De acordo com testemunhas, no dia do crime, o cabo Soares estava dirigindo um veículo e teria passado bem próximo à vítima, tirado “um fino”, na linguagem popular. O jovem reagiu e teria xingado o policial. O cabo voltou, teria parado o carro e teria se dirigido ao jovem, alegando que, com o gesto, mostraria “como se respeita a cara de um policial”. Depois de derrubar Willer, o cabo teria disparado alguns tiros de pistola, dois dos quais atingiram a vítima, na altura do pescoço e também na perna.

local do crime

Os amigos da vítima prestaram socorro por conta própria. Eles teriam ficado impacientes com a morosidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que teria demorado a chegar ao local do crime, e optaram por conduzi-lo ao hospital Zé Franco, em veículo particular, porque a vítima estava sangrando bastante, conforme relato de testemunhas.

As pessoas ouvidas pelo Portal Infonet preferem o anonimato porque temem represália. “É um policial conhecido pela arrogância”, desabafa uma mulher. “Ninguém pode olhar pra ele porque ele já pega a arma e fica apontando, ameaçando, perguntando o que a pessoa quer”, explica.

Investigações

No inquérito policial, o delegado Marcelo Hercos já ouviu cinco testemunhas. Os familiares lamentam a ocorrência, dizem que Willer está vivendo em estado vegetativo e denunciam a ausência de perícia técnica no local no dia em que ocorreu o crime. Até os projéteis, segundo a família, foram recolhidos por parentes próximos e encaminhados à autoridade policial.

Cápsulas recolhidas no local do crime

Na comunidade, predomina o clima de revolta. Há informações que o cabo Soares residia naquele núcleo habitacional, próximo ao local onde ocorreu o crime. Mas, depois do episódio, ele teria se mudado e estaria morando em Aracaju.

A Polícia Militar está acompanhando as investigações que estão sendo realizadas pela Polícia Civil, segundo informou o capitão Charles Victor, adjunto da 5ª Seção do Estado Maior (PM5), responsável pela Comunicação Social da Polícia Militar de Sergipe. Ele informou que a identificação do suspeito ocorreu por interferência da Ouvidoria da Polícia Militar e que a corporação está aguardando a conclusão das investigações.

As medidas serão adotadas, segundo o capital Charles Victor, de acordo com a conclusão do inquérito policial. Sendo indiciado no inquérito, o cabo Soares está sujeito a sofrer avaliação de conduta pelo Conselho de Disciplina.

Willer Wanderclarkson permanece internado no Huse desde o dia 7 de junho. Ele se encontra na ala amarela, destinada a pacientes em estado crítico. As equipes da ala não transmitem informações sobre o paciente. De acordo com a Assessoria de Comunicação do Huse, as informações são limitadas aos familiares. Ao Portal Infonet, a mãe do jovem, Edilma da Silva, informou que ele está paraplégico e que o estado de saúde do filho inspira cuidados. A mãe aguarda a conclusão do inquérito policial e a consequente identificação e punição dos responsáveis pelo crime.

Ao Portal Infonet, a família informou que a vítima morava com uma tia. Recentemente, ele optou por residir com ela e estava trabalhando para uma empresa de serviços de limpeza que presta serviços terceirizados para o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Por Cássia Santana

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Comentários (15)
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MM
06/07/2012 às 10:29
Pa rabens sr:cabo niguem te segura ner? porisso que vc deixa jovens paraplegicos familias frustradas sem dirreitos de defessa quanta a rogançia ate onde vai tudo isso como pode presta serviços dizendo ser protetor de uma poupulação se na verdade o que gosta e de tira vidas.SR PREFEITO FABIO HENRIQUE QUE TIPO DE POLICIA E ESSA QUE TRABALHA NA SUA CIDADE.JUSTIÇA.MAIS UM JOVEM COM A VIDA INTERROMPIDA.
Ernandes
05/07/2012 às 17:57
Toda classe tem abuso de poder,maus policiais se acham dono do pedaço com farda ou sem farda mas não tiram a arma da cintura usando armas do estado para fazer arruaça,tem promotor e juiz que faz papel de delegado e administradores de municipios porque se acham acima da competência,fracos são eles,tem um caso no baixo São Francisco,em Brejo Grande tem um magistrado acusado de possuir terras tiradas ilicitamente dos Kilombolas,nativos da quela área,por aí vão os abusos e as providências cadê?
gledson
05/07/2012 às 18:35
eta raivinha dos policiais!!inveja eh?cabo ganhando 6 mil?kkkkkkkkkk va estudar samuel barreto.acredito que algum policial deu um trato em sua mulher,por isso o rancor
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