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| Usuários estão inseguros por conta dos constantes assaltos (Fotos: Arquivo Portal Infonet) |
Os constantes assaltos a ônibus do transporte coletivo do estado estão deixando motoristas, usuários e cobradores inseguros na hora utilizar o serviço. De acordo com dados da Superintendência da Polícia Civil de Sergipe, até o mês de junho, 15 pessoas foram presas pelo crime e aproximadamente 206 assaltos foram registrados, totalizando 36 casos a mais do que o mesmo período do ano passado.
O Delegado Inephânio Cardoso, responsável pela Divisão de Repressão à Roubos de Ônibus, explica que a maior parte dos casos tendem a ocorrer em bairros como Santa Maria, Coqueiral e Lamarão. “Existem ocorrências em toda a cidade, mas estas áreas são mais propensas pelo fato de serem mais violentas. Os assaltos também são maiores a partir das 19h, mas em épocas de festas, principalmente no final e no retorno das praias, os casos são maiores”, destaca o delegado.
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| Delegado Inephânio Cardoso |
Com relação ao interior do estado, o delegado esclarece que os assaltos acontecem normalmente pelo dia. “Os crimes são maiores pelo dia, pois a noite o movimento é bastante reduzido. Os bandidos entram disfarçados de passageiros e depois anunciam o assalto, levando a renda do carros e pertences dos passageiros”, conta.
Usuária do transporte coletivo na capital e interior do estado, Leily Santos, moradora do bairro Bugio, confessa que o medo é constante. “Eu nunca passei por isso, mas sei de pessoas que já foram assaltadas ou presenciaram um assalto. Por isso fico apreensiva e ando sempre com cautela e atenção, apesar de saber que às vezes é inevitável”, conta.
Moradora da Coroa do Meio, a estudante Mariana Viana diz estar sempre atenta ao fluxo dos terminais. “Quando entra alguém suspeito, fico logo apreensiva. A linha que costumo pegar é sempre visada pelos marginais, entra gente da cidade toda e para em vários terminais”, comenta.
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| Até junho foram registrados 206 assaltos a ônibus |
Combate
Para fortalecer o trabalho de combate à este tipo de crime, o Delegado Inephanio ressalta que as polícias civil e militar atuam em conjunto. “A Polícia Militar age com o trabalho preventivo e repressivo, enquanto nós atuamos através de informações do boletim de ocorrência para a investigação da autoria do crime”, esclarece.
O tenente-coronel da Comando do Policiamento Militar da Capital (CPMC), Jackson Nascimento, informou que nos próximos dias a PM estará reunida para discutir estratégias para inibir os assaltos no transporte coletivo. “Queremos atuar dentro dos terminais como forma de prevenção e também com abordagens nos itinerários dos ônibus. Para isso, precisamos da ajuda da população, pois a sociedade que clama por segurança é a mesma que reclama das abordagens realizadas nos veículos”, diz.
Jackson Nascimento reforça que apesar das fiscalizações, o combate ao crime ainda é complicado. “Quando realizamos abordagens em determinada área, os assaltantes percebem e acabam migrando para outras áreas. A polícia tenta, mas é uma tendência natural de que eles procurem outras localidades”, explica.
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| PM e Polícia Civil trabalham para tentar reprimir o crime |
Prevenção
A Polícia Militar recomenda aos passageiros e funcionários que evitem reagir em situações de assalto. O ideal é ficar calmo e para não ter perdas maiores, portar somente o necessário e não carregar objetos de grande valor.
Por Verlane Estácio