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13/01/2014 - 19:17
Fim de semana de violência no interior sergipano
Japaratuba, Rosário e Laranjeiras registraram ocorrências

Prefeito de Laranjeiras descreve o quanto está horrorizado (Foto: Portal Infonet) 

Os diversos crimes ocorridos no último fim de semana, nos municípios sergipanos de Laranjeiras, Japaratuba e Rosário do Catete causaram impacto em todo o Estado de Sergipe. Em Japaratuba, uma troca de tiros efetuada por três homens ainda não identificados aterrorizou o público que prestigiava a tradicional ‘Festa das Cabacinhas’.  Fato ocorreu na noite do último domingo, 12, quando dois dos acusados foram alvejados a tiros e encaminhados ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e três pessoas também foram atingidas de raspão e levadas a um hospital particular em Aracaju, sem risco de morte.

Já em Rosário do Catete, pai e filho foram mortos a tiros na noite do último sábado, 11. Segundo informações, o pai Cícero Moura dos Santos, 71 anos, e o filho Rosival dos Santos Moura, 24, foram mortos dentro de casa por um bandido que entrou na residência na intenção de matar um segundo filho de Cícero. O duplo homicídio está sendo investigado na delegacia do município, onde algumas pessoas serão ouvidas. A suspeita da polícia é de que o crime seja proveniente de uma ação vingativa, já que um dos filhos já havia sido preso por homicídio.

Laranjeiras

Em Laranjeiras, o taxista, Aldo Dantas dos Santos, de 37 anos, natural de Nossa Senhora Aparecida, foi assassinado na madrugada do último sábado, 11. Informações da Guarda Municipal afirmam que taxista foi alvejado com disparos de arma de fogo após reagir a um assalto. Além desse caso, na madrugada desta segunda-feira, 13, tiros foram disparados por um homem durante a apresentação do cantor Léo Santana e Banda Parangolé, no 39º Encontro Cultural de Laranjeiras. 

Uma grande correria fez com que Léo Santana decidisse interromper o show, que havia começado minutos antes da ação violenta que não deixou nenhum ferido. Policiais perseguiram o suspeito de efetuar os disparos, que entregou a arma a um adolescente que estava com ele, e acabou fugindo. O adolescente foi apreendido e encaminhado a delegacia, onde prestou esclarecimentos e foi liberado em seguida.

O fato mobilizou o prefeito do município, José de Araújo Leite Neto, que demonstrou através de parecer, o quanto está horrorizado os fatos que sucedem.  “Estamos horrorizados  com o ocorrido na última noite do evento, onde minha família e a de todos os outros laranjeireses, bem como visitantes, estiveram vulneráveis à ação criminosa de marginais que, por falta de um policiamento dentro da praça de eventos, por pouco não se houve uma tragédia com óbitos”, ressaltou o prefeito de Larenjeiras.

O prefeito destaca ainda que investimentos na área de segurança foram feitos. “Para esse evento, nós instalamos câmeras pela cidade e na praça de eventos, contratamos empresa de segurança privada e mantivemos a parceria com a Polícia Militar de Sergipe. No domingo à tarde, solicitamos através do nosso secretário de Segurança que o mesmo entrasse em contato com o Capitão Jorge, do comando da nossa região, para que à noite as viaturas do Grupo de Ações Táticas do Interior (Gati) permanecessem dentro do evento. Lamentavelmente, recebemos a notícia que o Coronel Iunes não teria autorizado. Queríamos apenas evitar fatos desagradáveis acontecessem. É o que chamamos de policiamento preventivo”, esclareceu José de Araújo, ressaltando que a segurança era o mínimo que o Estado deve oferecer à sociedade.

A equipe do Portal Infonet entrou em contato com os gestores dos municípios de Japaratuba e Rosário do Catete, mas não obteve êxito. Quanto às queixas direcionadas ao Coronel Iunes, do comando do policiamento da capital, ele justifica. "Não autorizei o envio de policiais para a área interna da festa, uma vez que a segurança nesse espaço  é feita sob responsabilidade do organizador do evento, cabendo à Polícia realizar o policiamento periférico, que dá ao cidadão o direito de ir e vir do evento. Se houve violência na área interna do Encontro Cultural de Laranjeiras, a responsabilidade é do organizador", frisa Iunes.

Por Nubia Santana

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Comentários (5)
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Joaquim Barboza
14/01/2014 às 00:42
O certo eh acabar com os shows e ficar com a parte cultural. Ficaria um evento mais barato e faria jus ao nome encontro cultural. Sou filho de laranjeiras e os prefeitos fazem e falam sempre as mesmas coisas.
Luciana
13/01/2014 às 22:24
A polícia militar passa por uma baixa significativa no seu efetivo, isso todos estão cansados de saber. A demanda por policiamento não se restringe a apenas festas, aliás quem organiza festas deve ser responsabilizado pela segurança das pessoas, já que se preocupa em gastar com bandas caríssimas por que não investir em segurança. A polícia civil está quase extinta, se os policiais militares saírem das delegacias, a PC fecha as portas. Fato!Mas quem deixou chegar nesse ponto, o comandante?
eudaqui
14/01/2014 às 07:16
Essa é a tão sonhada democracia que o povo queria,agora tomem,enquanto não voltar ao regime militar,teremos mais e mais violencia,é claro que a violencia gera milhões de empregos,mas,estamos pagando muito cara,para manter esses milhões de empregos,e não precisamos de mais policiais já tem demais,o que falta mesmo é um regime que seja respeitado,pois já está mais que provado,que o governo civil,não sabe nada de segurança,ou volta ao regime militar,ou será cada vez pior....
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