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Pontal da Barra: famílias serão despejadas
O juiz federal Fábio Cordeiro de Lima deu um parecer favorável à construtora que se diz proprietária da área ocupada
27/10/2009 - 16:11

Famílias vivem em área que está sendo reivindicada por uma construtora
A comunidade quilombola Pontal da Barra, localizada na Barra dos Coqueiros, está prestes a ser despejada. Mais de 150 famílias, que antes ocupavam a área chamada de Ilha do Rato, hoje vivem num terreno que está sendo reivindicado na Justiça. No último dia 8 o juiz federal, Fábio Cordeiro de Lima, deu um parecer favorável à construtora que se diz proprietária do espaço e deu um prazo de 30 dias para as famílias deixem o local.

Na decisão o juiz ainda determina a utilização de força policial caso os ocupantes persistam em permanecer na área. Mas, mesmo diante de tal ameaça, as famílias não estão decididas a deixar o local. “Vamos persistir até o final. Não estamos dispostos a desistir”, afirma Robério Manoel da Silva, representante da comunidade do Pontal da Barra.

Robério conta que o Ministério Público Federal (MPF) e o Incra já entraram com agravo contra a decisão, e que nos próximos dias ele entrará com novo agravo na Defensoria Pública da União, na tentativa de reverter a decisão do juiz. O agravo apresentado pelo MPF, através da procuradora da República Lívia Nascimento Tinôco, deverá ser apreciado nesta terça, 27, ou quarta-feira, 28, pela desembargadora federal Margarida Cantarele, do Tribunal Regional Federal da 5° região  (TRF-5), em Recife.

Robério diz que comunidade irá resistir
Histórico

As famílias deixaram o local onde viviam há mais de 30 anos, conhecido como Ilha do Rato, após terem suas casas invadidas pelas águas do Rio Japaratuba. A saída encontrada foi ocupar um terreno alguns metros adiante. No entanto, apesar da recente ocupação, de acordo com levantamento realizado pelo MPF, a comunidade sempre utilizou aquela área que hoje é reivindicada pela construtora e que nunca teve nenhuma função social.

A comunidade foi recentemente reconhecida como remanescente de quilombo e a partir de então o Incra começou o processo de demarcação da área que está na fase de estudo antropológico. Ao mesmo tempo a procuradora da República Lívia Nascimento Tinôco, responsável pela 6° Câmara, também vem atuando em defesa da comunidade. Mas, no entanto, segundo Robério, “todo o processo não está valendo de nada”, lamentou.

Por Carla Sousa

 

 


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COM A PALAVRAS, AS AUTORIDADES BRASILEIRAS..... - PQ EXISTEM CONSTRUÇÕES EM CIMA DE MANGUE LÁ NA BARRA? - PQ O HOTEL DA ILHA É CONSTRUIDO EM CIMA DA PRAIA, ZONA QUE PERTENCE A UNIÃO E NÃO PODE SER CEDIDA NEM VENDIDA PARA QUEM QUER QUE SEJA? - PQ FAMÍLIAS POBRES SÃO ALVO DO MPF, MORANDO AINDA QUE SEM DIGNIDADE, MAS PRESTANDO FUNÇÃO SOCIAL PARA A TERRA EM CONFLITO? COM A PALAVRAS, AS AUTORIDADES BRASILEIRAS.....
Matheus, 28/10/2009 às 09:12

porque essa tal construtora que se diz dona do terreno ,não deixa essas pessoas viverem onde estão,eles não têm pra onde ir , já estão lá à tantos anos . É uma vergonha esse nosso Brasil onde a justiça só reprime os pobre.
marcio roberto, 28/10/2009 às 09:10

O judiciário do nosso país não tem compromisso com a "JUSTIÇA PARA TODOS". Foi criado para servir à "ELITE". ricardocidadão2010
ricardo costa, 28/10/2009 às 08:50

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