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12/03/2010 - 08:39
Moradores do Moema Mary reclamam da falta de infraestrutura
Presidente da associação dos moradores reclama do jogo de empurra entre a Emurb e Jaluzi

Presidente diz que moradores esperam jogo de empurra
Moradores do loteamento Moema Mary, no bairro Santos Dumont, reclamam da falta de infraestrutura. Segundo o presidente da Associação de Moradores, Weliton Cruz dos Santos, há muitos anos a população vem sofrendo com as condições do local. “Ficamos aqui no meio do jogo de empurra entre a Emurb [Empresa Municipal de Obras e Urbanismo] e a Jaluzi”, pontuou.

O presidente da associação explicou que a Jaluzi era proprietária do terreno que foi loteado e vendido. "O grande problema encontrado pelos moradores se dá pela existência de um morro dentro do Moema Mary. A Emurb tem que urbanizar o morro, porque quando chove desce muito barro invadindo ruas e casa”, relatou.

Weliton explicou que um Termo de Ajustamento e Conduta (TAC) já havia sido firmado, mas a Emurb diz que a Jaluzi precisa realizar algumas mudanças. “Aí começa o empurra-empurra, um diz que espera pelo outro. Diante disso, no dia 12 de dezembro do ano passado foi realizada uma audiência no Ministério Público Estadual e a questão foi mandada para a Justiça”, relatou.

Esgotos correm a céu aberto por todo loteamento

Segundo Weliton, no dia da audiência a advogada da Emurb, Cassia Sobral Melo Teles, teria informado que já havia um processo de licitação. “O que eu ainda não entendo é o por que de tanta demora, já  que o processo estava em andamento”, questionou Weliton Cruz.

Emurb

De acordo com o assessor de comunicação da Emurb, Ademar Queiroz, na última audiência realizada em 16 de dezembro, o Ministério Público Estadual encerrou qualquer possibilidade de ajuste de conduta com a Jaluzi, por considerar que a empresa vem descumprindo os diversos acordos firmados extrajudicialmente e ainda porque o loteamento se encontra completamente irregular.

Ainda segundo Ademar, a Prefeitura tem um projeto que já foi licitado. "Essa licitação é para a contenção do morro de areia que existe no local e que ainda não foi executado porque o empreendedor vendeu lotes
na área de morro, o que não é permitido", relatou. O assessor também explicou que por conta disso a Jaluzi teria que mudar o partido urbanístico para realocar os lotes que foram vendidos de maneira irregular.

Ademar pontuou que pela mesma razão a Prefeitura não tem projeto em relação a infraestrutura do local.

Jaluzi

Já o empresário José Alves, responsável pelas vendas dos lotes, diz que esse impasse ainda existe porque a Emurb deixou de cumprir a parte dela firmada no TAC. “Eles nunca cumpriram as obrigações acordadas. Se negam constantemente a realizar os serviços que deveriam realizar”, explicou o empresário.

Petrúcio limpa o esgoto por conta própria
Segundo José Alves, cinco projetos solicitados pela Emurb foram realizados pela Jaluzi e a empresa aguarda apenas o cumprimento da contenção do morro para terminar suas atividades. “Eu perdi 100 lotes por que eles exigiram uma mudança no projeto. Fizemos a casa de bombas, fizemos o quadro de luz, o que falta é a Emurb cumprir a parte dela”, finalizou José Alves.

Moradores

Enquanto a situação não se resolve, moradores vão se virando do jeito que podem. É o que acontece com Petrúcio Oliveira, de 54 anos, que com uma enxada nas mãos vai tentando melhorar a frente da sua casa.

“Hoje ainda tá bom para cavar, pior é quando chove isso aqui fica uma lameira só. O povo daqui está esquecido mesmo, já estou até acostumado”, ressaltou Petrúcio, que mora no bairro a mais de 40 anos.

Para a moradora Maria Borges, 59 anos, a situação ainda é bem pior, pois além de ter um esgoto fechando a passagem de uma das ruas, a sua residência ainda está sem água a cinco dias. “O

Ofélia diz que tem que andar pulando de um lado para outro
povo da Emurb teve aqui e passou uma máquina só para tapiar a gente. Nessa brincadeira acho que quebrou um cano de água, porque minha casa é a única que não chega uma gota de água”, relatou Maria.

De acordo com a moradora, o mau cheiro do esgoto e a quantidade de mosquitos são insuportáveis. “Não tem quem aguente ficar na porta de casa, esse esgoto passa por todo o loteamento”, explicou.

Maria também mencionou que nos dias de chuva as ruas ficam intransitáveis. “Aqui para o povo sair para trabalhar, tem que amarrar uma bolsa plástica nos pés e enfrentar a lama e o esgoto que se misturam”, contou.

Quem também sofre com a falta da infraestrutura das ruas é a jovem Maria Ofélia, 29 anos. “Tenho

Maria Borges diz que o mau cheiro toma conta das ruas
que levar meu filho para a escola, então fico com ele no colo e pulando de um lado para outro com medo de pisar nesse esgoto”, falou a moradora.

Segundo Maria Ofélia, no inverno algumas ruas ficam completamente ilhadas por conta da grande quantidade de lama que desce do morro. “Fico pensando que se alguém precisar de um atendimento da Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] vai morrer dentro de casa, porque tem ruas aqui que os carros não entram” relatou a moradora. 

Por Alcione Martins e Raquel Almeida
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