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23/05/2012 - 11:13
Festas juninas na Aracaju de outros tempos
* Artigo da historiadora Débora Souza Cruz

Em todo o Brasil, principalmente no Nordeste, os Festejos Juninos são festas típicas que não podem passar despercebidas. Mas como isto se dava na Aracaju, dos anos 1930 e 1940? Naqueles tempos, quando o mês de fevereiro e o Carnaval acabavam, a expectativa ficava para as festas de São João. Já no dia 31 de maio, à meia-noite, ao som de foguetes e zabumbas, o São João era recepcionado. As moças solteiras frequentavam, com muita alegria, as trezenas em louvor a Santo Antônio e faziam peregrinações nas ruas do Bairro da Capital batizado com o nome do santo casamenteiro.

Nas vésperas de São João, 23 de junho, as ruas estavam enfeitadas com bandeirinhas feitas de papel de seda. A noite, já dava para sentir o cheiro das comidas típicas que preparadas durante todo o dia pelas donas de casa. O milho, a canjica, as pamonhas e alguns quitutes atiçavam os paladares de homens, mulheres e crianças.

Na Aracaju daqueles dias, os festejos juninos assumiam aspectos mais regionais nos bairros afastados do centro da cidade, como no Bonfim, no Aribé, Santo Antônio ou Bairro Industrial. Grandes fogueiras eram acesas em frente às casas e as crianças aproveitavam para soltar fogos de artifício, que faziam parte da diversão esperada naquelas noites de junho. Além disso, não se podem esquecer os sambas de coco na Festa do Manoé, que agitavam e alegravam os moradores.

Já no centro da capital, após as celebrações religiosas, os clubes Cotinguiba, Sergipe, Recreio Club e a Loja Maçônica Cotinguiba eram lotados por frequentadores que, animados, dançavam nos bailes “Bailes da Chita”, especialmente organizados para a comemoração da passagem de São João. A festa recebia este nome devido ao tecido com que as mulheres confeccionavam seus vestidos e, com eles, concorriam a premiações pela peça mais bela. No São João do ano de 1938, por exemplo, o Correio de Aracaju anunciava como as vencedoras: Yannina Cardoso (entre as senhoritas) e a Madame Abelardo Torres (entre as senhoras).

Quando finalmente o dia 30 de junho chegava e o casamento caipira era realizado na rua São João, os festejos juninos se despediam dos aracajuanos com festas nas ruas da cidade. Mais uma comemoração terminava e o cotidiano da cidade voltava ao normal.  Pelo menos até o próximo soar da zabumba.

*Débora Souza Cruz é graduada em História pela UFS; Integrante do projeto Memórias da Segunda Guerra em Sergipe
(CNPq/edital 07/2011) e Grupo de Estudos do Tempo Presente (deborasouzapet@hotmail.com)

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Comentários (8)
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Fabio-Historiador
24/05/2012 às 08:50
Senhor "Jefferson Historiador", pelo jeito a "Débora" deve ser sua amiga de infância e vc está protegendo! Está visivelmente claro que a produção dessa crônica é fraca e não enriquece o conhecimento de quem a lê. É por isso que a nossa educação encontra-se assim precária, por tanto protecionismo!! Crônica (ou artigo, sei lá não fica definido) fraco demais!!!
Jefferson Historiador
24/05/2012 às 07:41
Bom Dia! Ao meu caro colega "Fábio Historiador", o Sr. deveria rever qual é o conceito correto da ideia ""construtiva", porque fica evidenciado que o Sr. foi infeliz no seu comentário e, ali não tem nada de "construtivo"
Fabio-Historiador
24/05/2012 às 07:20
A questão não foi desqualificar a produtora do texto. O texto está pobre nos detalhes, falto emoção como também conteúdo e informações! Uma crítica quando é construtiva é válida! Nem sempre acertamos, e com certeza esse texto não agradou e decepcionou 90% de quem o leu.
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