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01/06/2012 - 15:50
Cultivo do milho verde ameniza efeitos da seca
Agricultores na produção do milho verde para espiga

(Foto: Codevasf)

A equipe de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) que atua nos perímetros irrigados da Codevasf, em Sergipe, tem trabalhado com os agricultores na produção do milho verde para espiga e aproveitamento da palhada para a alimentação animal, principalmente no perímetro Irrigado de Cotinguiba/Pindoba.

O milho (Zea mays L.) é utilizado na alimentação humana na forma de grãos secos ou verdes. O milho verde pode ser consumido simplesmente cozido ou assado ou ainda na forma de curau, de suco e também como ingrediente na fabricação de bolos, biscoitos, sorvetes, pamonhas e de outros alimentos. Durante a colheita nem todas as espigas são comercializáveis, mas a produção de palhada e espigas poderão ser utilizadas como forragem. Na alimentação animal, o milho verde pode ser fornecido triturado na forma in natura ou ensilado.

Com a área cultivada até o momento, 300 hectares, o perímetro de Cotinguiba/Pindoba possui potencial de produção de massa verde proveniente do milho de 7.500 toneladas, as quais já estão sendo comercializadas com diversos pecuaristas das regiões afetadas pela estiagem prolongada, em especial do alto sertão sergipano. Esta produção é suficiente para alimentar por um mês cerca de 6.250 vacas em lactação, ou seja, 10% do rebanho em lactação da região.

A produção está concentrada em 38 lotes familiares, beneficiando cerca de 35 famílias. Em comparação com a produção do “milho verde” no ano de 2011, até o momento, houve um incremento de cerca de 20% na área cultivada. O aproveitamento da palhada na alimentação animal aumentou a receita bruta familiar por ciclo da cultura de R$ 9.480,00 para R$ 13.530,00, cerca de 43%.

Bons resultados 

Como fruto desse trabalho, a produção do cereal nos cinco primeiros meses de 2012 foi de 900 toneladas de espigas verdes, com produtividade média de 7 ton/hectare, gerando um Valor Bruto da Produção (VBP) de cerca de R$ 360 mil. Com o aproveitamento da palhada como forragem, houve um aumento significativo na receita produzida pela cultura, já que cada hectare de milho verde produz em média 25 toneladas de massa verde, gerando assim um incremento de R$ 1.160,00 por hectare cultivado.

Para o chefe da Unidade de Apoio a Produção da Superintendência Regional da Codevasf em Sergipe, engenheiro agrônomo Ricardo Martins, “a cultura do milho verde tem se destacado no cenário econômico atual da região do Perímetro irrigado de Cotinguiba/Pindoba, pois além da comercialização do milho em espiga, tem agregado valor a produção através da venda da palhada para pecuaristas da região do alto sertão sergipano e adjacências, o que tem ajudado bastante os pecuaristas na redução dos efeitos da estiagem prolongada que atinge a região, essencialmente na questão da alimentação do rebanho”.

O Perímetro Irrigado de Cotinguiba/Pindoba abrange terras dos municípios de Propriá, Neópolis e Japoatã, em Sergipe. Possui uma área total de 3 mil hectares, sendo que são 2,2 mil hectares de área irrigada, desta, 51% é destinada a produção de arroz, o restante destina-se a produção de frutas, olerícolas e piscicultura.

Fonte: Codevasf

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