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04/07/2012 - 09:41
Quase dois meses com as atividades paralisadas na UFS
Os professores estão em greve desde o dia 17 de maio

 Comando de greve da UFS intensifica atos (Fotos: Portal Infonet)

Com o objetivo de sensibilizar a população os Comandos de Greve dos professores, técnicos administrativos e estudantes realizam o primeiro Ato Unificado. A manifestação acontece durante a manhã desta quarta-feira, 4, na entrada principal da Universidade Federal de Sergipe (UFS). As categorias  bloquearam a  entrada principal da cidade universitária com carros, barreira humana e cones.

Desde o dia 17 de maio os professores da UFS estão em greve. A categoria afirma  que até o momento não houve nenhuma negociação com o Governo. “Estamos intensificado nossos atos para pressionar o Governo por uma proposta concreta. Outros sindicatos que também estão construindo greves estão apoiando o nosso ato”, afirma o membro o Comando de Greve dos professores, Pedro Leite.

Os professores reivindicam reestruturação do Plano de Carreira e melhoria nas condições de trabalho, principalmente com a implantação do projeto de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). “Não somos contra a expansão da universidade, mas queremos que seja feita com qualidade de trabalho”, ressalta Pedro leite.

Passagem da UFS foi bloqueada com carros

O Ato de ações unificadas de docentes, estudantes e técnicos administrativos começou às 5h desta quarta-feira, 4. “O objetivo é despertar a atenção da população e dar mais visibilidade a greve. Montamos uma barreira humana para tentar dialogar com as pessoas que não aderiram a greve, mas estamos respeitando o direito de acesso ao campus”, comenta o membro do Comando de Greve dos Técnicos Administrativos, Gentil Melo.

Técnicos administrativos

Um piso salarial de três salários mínimos, racionalização dos cargos, 10% do produto interno Bruto (PIB) e abertura de concursos são as principais reivindicações dos técnicos administrativos. Quando questionado sobre a recente abertura de concursos da UFS para,  Gentil Melo destaca que a medida não atende  as necessidades da categoria.“ O número de vagas ofertadas no concurso ainda é insuficiente. Além disso, não há previsão para ocupação das vagas”, afirma Gentil.

Professor afirma que não houve nenhuma negociação

O professor de Química, Alberto Wisniewski, foi surpreendido com a barreira montada pelo Comando de Greve. “Acho válido o ato da categoria, mesmo não aderindo a greve por opção. A classe tem o direito de reivindicar por melhores condições, por isso estou respeitando a ação”, diz.

Por Adriana Freitas e Kátia Susanna

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