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12/08/2012 - 18:02
Professores queimam índice Guia nesta segunda-feira, 13
Ato está marcado para às 8h na paorta da Diretoria de Educação

(Foto: Reprodução convite Sintese)

Nesta segunda-feira, 13, os professores da rede estadual farão ato público com a queima do Índice Guia de Avaliação de Desempenho em frente a sede da Diretoria de Educação de Aracaju (DEA) localizada na rua Laranjeiras próximo ao Instituto de Educação Rui Barbosa e ao Colégio Costa e Silva.

O ato faz parte da programação do Agosto Vermelho, mês onde diversos atos acontecerão tanto na capital quanto no interior em defesa do reajuste do piso do magistério e pela autonomia dos professores nas escolas da rede estadual.

Desde o ano passado a Secretaria de Estado da Educação tem feito uma série de ações com o objetivo de impor a sua forma de avaliação aos professores e gestores da rede estadual

Ao impor o “Compromisso de Gestão” e o “Índice Guia” documentos que compõem um modelo de avaliação que não leva em conta a realidade dos alunos, dos professores, da estrutura física da escola e da comunidade a Secretaria de Estado da Educação - SEED coloca em risco a autonomia das escolas e, principalmente dos professores estabelecida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB.

Mesmo usando as prerrogativas de secretaria de Estado de baixar portarias, a portaria que “manda” as escolas seguirem o Compromisso de Gestão e o Índice Guia não tem base legal, pois a Lei de Diretrizes e Bases que norteiam como deve ser organizada a Educação no Brasil estabelece que as escolas têm autonomia para desenvolverem seus planos políticos pedagógicos e podem recusar-se a adotar medidas que vão de encontro ao que for estabelecido na lei.

Essa foi a atitude dos professores de escolas como: Colégio Estadual Almirante Tamandaré em Nossa Senhora de Lourdes, Irmã Clemência em Capela, Francisco Rosa em Aracaju que elaboraram documentos comunicando a Secretaria de Estado da Educação que não adotariam o “Compromisso de Gestão” e o “Índice Guia” como norteadores de suas práticas pedagógicas.

Vários são os argumentos utilizados pelos professores para a não aceitação: desde a falta de formação permanente, passado pelo constrangimento que é exaltado nos dois documentos, total falta de estrutura física dos estabelecimentos de ensino e principalmente porque estes dois documentos tratam a educação como um item de mercado e não como um dos meios de transformar as pessoas como cidadãos com capacidade de transformar o mundo.

Quando a SEED começou a fazer ações para impor o Índice Guia o SINTESE tem feito reuniões com os professores, estudos e avaliações que culminaram no encarte da Revista Paulo Freire “Direito a Educação: Dever do Estado” onde os professores terão a argumentação para se contrapor a imposição destes dois documentos.

Paralelamente a isso desde maio há um grupo de trabalho com o objetivo de formular o projeto de Educação que os professores defendem, em contraponto a esta visão mercantilista e neoliberal que norteiam as pretensas políticas públicas aplicadas em Sergipe. O projeto está em fase final de confecção e será apresentado os professores em seminários a serem realizados nos meses de setembro e outubro e a ser ratificado no XIV Congresso dos Trabalhadores da Educação promovido pelo SINTESE no período de 07 a 10 de novembro no Iate Clube de Aracaju.

Não há obrigação

Vale ressaltar que apesar dos diretores das escolas terem assinado o “Compromisso de Gestão” não significa que os professores sejam obrigados a adotá-lo. “Os professores não têm nenhuma obrigação legal de cumprir algo que foi assinado pela direção da escola sem uma discussão com a comunidade escolar”, aponta do diretor do departamento de Base Estadual do SINTESE, Roberto Silva dos Santos.

Outro ponto importante é questionar como as escolas podem assinar um compromisso de gestão com a Secretaria de Estado da Educação se elas são órgãos da própria SEED. Essa só é mais uma prova de que o Estado busca, com a imposição deste tipo de avaliação, se desobrigar de suas ações no processo de garantia de uma educação de qualidade social.

Fonte: Ascom Sintese

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Comentários (10)
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João
13/08/2012 às 07:19
RP, vc deveria melhorar seu português, pois escrever "O PESSOAL FORAM" é um erro grave de concordância.
CAPITÃO GAY
12/08/2012 às 20:48
concordo que professor tem que ser muito bem remunerado mas se voce fizer comparativo de salarios com outras categorias irá cair na armadilha dos governantes que é dividir a classe trabalhadora ,sei que tem muitos policiais civis que naõ merecem ser bem remunerados ,pois naõ defedem a sociedade e são corruptos,bandidos e arrogantes mas tem outros que merecem sim e desempenham seus trabalhos de forma digna ,esse desequilibrio salarial provocou uma bancarrota na gestão Marcelo Deda ate morto sabe.
RP
13/08/2012 às 00:22
Gláucia, seu comentário foi bastante infeliz. "É MELHOR NÃO ESTUDAR E SER POLICIAL"?! A maioria dos concursados de 2005 eram formados e muitos PM'S antigos tbm são formados ou fazem faculdade. Lute por melhores salários, agora não me venha fazer comparativos. Eu mesmo sou bacharel em DIREITO e pós graduado, está bom pra vc?! Pessoal deixem de muito blá blá blá e vão a LUTA!!! As eleições estão vindo aí... A resposta tem que ser antecipada agora em 2012.
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