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Infonet Educação
 

Vestibular da UFS terá nas cotas o diferencial deste ano
Estudantes de escola pública veêm nas cotas maior oportunidade
15/08/2009 - 08:01

A partir desta segunda-feira, 17, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) dá início às inscrições
Vestibular tem como novidade o sistema de cotas, além de aumento das vagas
para o Processo Seletivo Seriado (PSS) 2010. O prazo se estende até o dia 10 de setembro. Este ano, além do aumento expressivo no número de vagas, que saltou de 4.070 para 4.950, resultado da entrada de seis novos cursos e ampliação de outros, o vestibular da instituição tem como novidade a adesão ao sistema de cotas.

A medida é aguardada com grande expectativa por parte de estudantes das escolas públicas, que vêem agora a chance de ter acesso ao ensino superior público. A UFS destinará 50% das vagas para esses alunos; dentro desse número 70% serão destinadas a estudantes que se declararem pardos, índios ou afro-descendentes. Em cada curso será reservada, ainda, uma vaga para pessoas que possuem algum tipo de deficiência.

“As cotas vão criar uma diversidade e uma inclusão de fato. A UFS propiciará 50% ou mais de chances de acesso á educação superior a esses alunos”, diz o pró-reitor de Graduação da UFS, professor Sandro Holanda.

Sandro Holanda diz que cotas provocarão inclusão de verdade na instituição
Sandro Holanda diz que cotas provocarão inclusão de verdade na instituição

Cursos como Medicina e Direito, que possuem entre um a quatro alunos de escola pública em sua turma, representam, para Sandro, a falta de inclusão histórica das universidades. “As políticas afirmativas trazem como preceito básico a inclusão social. Então nós estamos disponibilizando na universidade pública uma reserva específica para escola pública, o que com certeza terá impacto significativo”, acrescenta Sandro.

Expectativa

Em uma das turmas do Pré-Universitário da Secretaria de Estado da Educação, o clima entre os estudantes é de maior confiança. A coordenadora pedagógica do curso, Gabriela Zelice, diz que o reflexo disso foi sentido já no número de inscrições.
Gabriela Zelice diz que número de inscrições no Pré Universitário da Secretaria de Educação aumentou
“Foram quase 11 mil inscritos para 4.550 vagas, algo inusitado. Por conta dessa demanda, abrimos mais turmas, totalizando 34 pólos e 5 mil vagas”, conta.

Givalda Araújo, 33, tentará uma vaga no curso de Geografia pela terceira vez. “Agora estudo uma hora a mais. É um objetivo de vida entrar na UFS, dessa vez espero que eu consiga”, diz. Segundo ela, as cotas não deveriam ser necessárias mas, “o nível de educação não é o mesmo para todos, então essa é a única maneira que temos de ser aprovados. Muita gente almeja passar na prova”, acrescenta.

Tiago Moreira, 22, diz não acreditar que o sistema é um favorecimento. “O nível da prova é o mesmo, eu acredito que a oportunidade será maior. Essa decisão da UFS é um divisor de águas.
Tiago Moreira tentará vestibular pela quarta vez e acredita que oprotunidade será maior
Entrar na universidade é ter uma perspectiva melhor de futuro”, diz o estudante, que fará a prova pela quarta vez.

Tiago Moreira tentará vestibular pela quarta vez e acredita que oprotunidade será maior
“A maioria das pessoas estuda na escola pública e muitas vezes não podem pagar uma mensalidade. É uma boa oportunidade para nós, tanto que estou me dedicando mais aos estudos, porque agora não vou ficar mais excedente”, declara Jean de Jesus, 34, que tentará o vestibular para serviço Social também pela quarta vez.

É justamente esse mito da maior facilidade para a prova que o pró-reitor faz questão de quebrar. Pois o que havia, na verdade, era uma concorrência injusta entre os candidatos. “Não é que vai ser mais fácil, o que ocorre é que os alunos de escola pública concorrerão entre si tendo que fazer as pontuações
Ginalda Araújo sente-se estimulada e apliou horário de estudo
diferentes das rotineiras do vestibular, quando concorriam com os de escola privada”, afirma Sandro Holanda.

Ginalda Araújo sente-se estimulada e apliou horário de estudo
“Além disso, tem os que possuem deficiência, que antes nem se inscreviam para a prova e agora terão pelo menos uma vaga reservada”, acrescenta o pró-reitor. Ele ressalta que as provas especiais já eram aplicadas em anos anteriores, mas agora exigirão um cuidado e antecedência bem maiores, pois o número de inscritos tende a aumentar.

Atenção especial

Para as inscrições no vestibular, diante dessa nova situação, Sandro Holanda aconselha aos alunos que ao preencher o formulário fiquem atentos a opção em que devem se enquadrar, dentre os três grupos (sem cota, com cota da escola pública e com cota racial) que constam na inscrição e que representam situações diferentes.

“A gente pede que eles tenham atenção ao preencher os dados, porque isso pode aumentar ou diminuir as chances dele nas provas”, diz.

As inscrições custam R$ 70 para o PSS Geral e R$ 30 para o PSS das 1ª, 2ª e 3ª séries. Após cinco dias úteis do pagamento efetuado e até o dia 30 de setembro, os vestibulandos devem confirmar a inscrição no site . Depois disso, o estudante terá entre os dias 19 de outubro a 6 de novembro para imprimir o cartão de identificação contendo o local da prova.

Os exames ocorrem de 6 a 9 de dezembro. Para os candidatos aos cursos de Dança, Música e teatro a prova específica ocorre no dia 8 de novembro.

Por Diógenes de Souza e Raquel Almeida

 

 

Os estudantes vão ter que esperar até quando a boa vontade politica para que a qualidade do ensino da escola publica se torne competitivo?Se as escolas publicas fossem boas não existiriam as particulares. Porque os estudantes de escolas particulares não continuam a sequencia e fazem vestibualar para universidades particilares? Quanto aos negros o preconceito é enorme.Isso já foi comprovado em pesquisas não so aqui no Brasil com em outros paises. Vc conhece qtos medico negros? Poucos né?
DAvid, 31/08/2009 às 19:37

CONTINUANDO ... significaria quê? Se o branco e o negro, pardo ou índio, estudam em uma mesma sala, sob às mesmas condições, por que um grupo precisa ser protegido do outro? Me desculpem, mas como educadora que sou acho as cotas raciais uma coisa lamentável. O que interfere no desempenho de um aluno são as condições de estudo que lhe são oferecidas e não o tom da sua pele.
Jack, 17/08/2009 às 10:41

O sistema de cotas sociais realmente tente a equilibrar um pouco esta balança, sendo até louvável como uma medida paliativa para resolver o problema a curto prazo. Para que o problema da inseção na UFS seja de fato solucionado só quando o estado oferecer ensino de qualidade. Agora, quanto às cotas raciais, vocês vão me desculpar mas eu acho apenas uma forma de racismo velado, a criação de mecanismo de favorecimento dos negros, pardos e índios entre os alunos da escola pública siganificaria que..
Jack, 17/08/2009 às 10:37

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