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03/06/2010 - 08:37
Cursos de EAD têm qualidade contestada
O maior número de vagas no Estado é oferecido na UFS

UFS oferta vagas em 11 cidades sergipanas

Atualmente existem cinco instituições que oferecem cursos de educação superior à distância em Sergipe. É um método novo e muitas vezes questionado por educadores. Uma das instituições que oferecem o maior número de vagas no Estado é a Universidade Federal de Sergipe que oferta 4400 vagas em diversas cidades.

Na UFS, os cursos oferecidos são para licenciatura em Português, Matemática, História, Geografia, Química, Física e Biologia, além do curso de Administração. Já outras instituições particulares oferecem cursos de tecnologia e até graduações em Ciências Contábeis e Ciências da Computação.

Ainda assim existem diversas cidades em que o número de inscritos é bem menor do que as vagas oferecidas. Em Japaratuba, por exemplo, nos cursos de licenciatura para professor de Português, Física e Química, apenas duas pessoas se inscreveram para 25 vagas. No Processo seletivo para o preenchimento de vagas ociosas, a UFS divulgou na última quarta-feira, 26, um total de 2013 vagas para os cursos de Ensino á distância, enquanto a soma para cursos presenciais foi de 462 vagas.

Ivan não concorda com a paridade entre diplomas presenciais e dos cursos de ensino à distância
Para o sociólogo Ivan Masafret que foi tutor de um dos cursos à distância da UFS, o conteúdo dos cursos é muito incipiente. “O nível do curso é completamente diferente do curso presencial, lá os alunos recebem uma apostila, além do conteúdo colocado na Internet, é algo moldado”, comentou.

Segundo Ivan, a única obrigação que o aluno tem é comparecer às provas que são presenciais. “Tinha muito aluno que reclamava do curso na época, reclamavam da falta de computadores, principalmente em Laranjeiras. No curso à distância não existe aula presencial. O que eu acho estranho é que o diploma do curso à distância é o mesmo do curso presencial, o que não quer dizer que a qualidade do curso seja a mesma”, disse.

De acordo com o diretor do Centro de Educação Superior à Distância (CESAD) da UFS, Antônio Ponciano Bezerra, como em todos os serviços que são implantados, existe dificuldades no início. “Depois as coisas vão se ajustando, o aluno vem de uma cultura em que o professor vai falar tudo o que você quer, tira todas as suas dúvidas. A proposta do ensino à distância é o aluno ser incentivado a investigar”, informou.

Ponciano disse que qualidade do curso é a mesma de cursos presenciais
Ponciano falou que nos municípios em que há vagas ociosas, elas são remanejadas para alunos em outras cidades.  “A gente oferece conforme a demanda dos municípios, caso não preencha o número de vagas, tentamos remanejar para outra cidade”, apontou.

Sobre a qualidade do curso a distância, o diretor revelou que a única diferença do curso a distância para os outros é metodológica. “Os cursos tem a mesma duração de um curso presencial. Eles têm um professor que acompanha o conteúdo e tem os tutores. Os próprios professores que elaboram o material do curso. Tem material discursivo e objetivo. Não tem nada que descaracterize o conteúdo, o aluno vai receber o mesmo diploma dos cursos presenciais”, ponderou.

Por Bruno Antunes

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