Operação Gabarito:SSP solicita dados à Polícia Paraibana
Suspeita é de outras fraudes em concursos realizado em Sergipe
14/09/2017  07:58
Documentos não chegaram a Sergipe, afirma SSP (Foto: Reprodução/Departamento Defraudações da Paraíba)

Como os documentos oriundos do inquérito policial que resultou na Operação Gabarito [fraudes em concursos em todo país] não chegaram a Sergipe, a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, através da delega geral Katarina Feitoza, encaminhou um oficio 345/2017, solicitando cópias dos autos da investigação para a SSP da Paraíba, estado onde foi deflagrada a investigação. O inquérito chegou a conclusão de que houve casos de fraudes em concursos realizados em Sergipe, a exemplo do certame da Polícia Civil, em 2014, e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SE).

No enredo das investigações, o delegado paraibano Lucas Sá, solicitou a prisão de um dos aprovados no concurso da Polícia Civil em Sergipe [Luiz Paulo Silva dos Santos], por suspeita de fraude e associação criminosa em fraude de outros certames. Para fraudar um determinado concurso, o grupo criminoso precisava de um número mínimo de concorrentes, o que abre a possibilidade de outros envolvidos na fraude em Sergipe, inclusive atuando na função policial. No caso do Luiz Paulo, ele  havia feito o curso de treinamento e aguardava apenas a nomeação para o cargo de Policial Civil.

À época da quarta fase da Operação Gabarito, o delegado Lucas Sá afirmou para nossa reportagem que iria encaminhar os documentos da Operação para os seus respectivos estados, a fim de que as Polícias de cada um dessem prosseguimento às investigações. Apesar de afirmar que enviou os documentos a Sergipe, a Secretaria de Segurança Pública local diz que não recebeu nenhum documento.

Ofício pede documentações para que as investigações continuem em Sergipe

O crime

Nas quatro fases já deflagradas da Operação Gabarito, já foram presas cerca de 30 pessoas acusadas de associação criminosa e fraude. As investigações apontam que o grupo pode ter burlado quase 100 certames por todo o país, e levantado quase R$ 100 milhões. A metodologia criminosa era reunir um grupo de concorrentes, cobrar uma quantia considerável e, por meio de material eletrônico especializado, passar as respostas para os concorrentes durante a realização das provas.

Por Ícaro Novaes

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