Caso Eliza: motorista é indiciado por homicídio culposo
Laudo indica que entrada súbita do veículo causou o acidente
13/09/2017  11:28
Equipe da Delegacia de Delitos de Trânsito apresentaram a conclusão do inquérito(Foto: Portal Infonet)

Na manhã dessa quarta-feira, 13, durante uma apresentação à imprensa, a delegada Daniela Lima, juntamente com os peritos Luciano Meto e Fabrício Rodrigues, da delegacia de Delitos de Trânsito, apresentou o resultado das investigações do caso Eliza Clívia. “Diante das informações trazidas nos depoimentos e diante das informações técnicas trazidas nos laudos a nossa conclusão da investigação é que a responsabilidade pelo acidente é do senhor Clebton José Santos, o condutor do veículo. Por tanto, no nosso relatório a conclusão é pelo indiciamento dele, pelo delito 302 do Código de Trânsito Brasileiro, que é o homicídio culposo de trânsito e também pelo 303, que é a lesão corporal culposa de trânsito, uma vez que a gente tem vítimas sobreviventes”, afirmou.

Daniela detalhou os passos da investigação que culminaram na conclusão do inquérito. “Primeiro nós trabalhamos com a coleta das imagens que foram registradas nos estabelecimentos comerciais, situados nas ruas onde aconteceu o acidente, também trabalhamos com a coleta dos depoimentos e testemunhos das declarações daqueles que sobreviveram ao acidente e das testemunhas oculares”, comentou.

Além disso, a equipe também trabalhou no levantamento das provas periciais. “É importante, nas investigações de homicídio culposo de trânsito, que se trabalhe com prova pericial, porque ele acontece quando alguém descumpre um dever de cuidado, seja por uma imprudência ou por uma negligencia. Para que isso fique evidenciado é necessário que você tenha uma análise das causas desse acidente” detalhou.

A delegada revelou que no momento do acidente foi buscado verificar a velocidade do ônibus. “Buscamos verificar a velocidade a partir dos registros no tacógrafo, mas lamentavelmente, por algumas circunstância que nós ainda não sabemos explicar, não houve o registro. Como pericia complementar a essa a gente requisitou que fosse feita a análise também da perícia relacionada ao funcionamento do próprio aparelho tacógrafo e foi constatado que ele estava com funcionamento adequado”, explicou.

Delegada explica passo a passo da investigação

As perícias determinantes, segundo Daniela foram as de local e de análise de uma estimativa de velocidade a partir das imagens coletadas do acidente. “Do registro da prova, toda prova material e todos os depoimentos trazidos, trazem uma circunstância para nós muito importante, de que o condutor do veiculo pálio, não conhecia o fluxo e dinâmica do trânsito de Aracaju e ele vinha a todo tempo concentrado em receber as coordenadas de direção pelo passageiro que estava ao lado, João Paulo, que seguia com o GPS. Ele estava concentrado em receber esses direcionamentos e também dialogando com o Paulo sobre essas coordenadas para chegar até o destino, que pode ter influenciado na perspectiva de que ele não visualizou a sinalização que existia na via”, revelou.

Na oportunidade os peritos Luciano Meto e Fabrício Rodrigues também apresentaram todo o processo para se chegar a velocidade do ônibus e apresentaram uma animação com a constituição do momento do acidente. “ Embora o ônibus estivesse a uma velocidade superior a velocidade permitida da via os laudos indicam é que a causa determinante para o acidente foi a entrada inopinada do veículo Pálio na via”, ressaltou a delegada Daniela  Lima.

Por Alcione Martins

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Comentários
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Indignada
13/09/2017 às 19:59
Gente o laudo pelo que entedi culpou foi o motorista do palio!! E não o do ônibus!! Estes comentários estão errados! Eu eih!!!
MARCIO
14/09/2017 às 07:36
Os comentários, são apenas opniões do leitor. Procure entender.
marcos
13/09/2017 às 14:28
Ainda que o ônibus estivesse extamente a 40km por hora, a colisão lateral de um ônibus a 40km/h não evitaria a morte, ademais, o motorista que cruzou a via erradamente foi o do veículo da Vítima. Querer transferir ao motorista de ônibus é um absurdo. É o mesmo de culpar o motorista quando um motoqueiro transita entre dois carros em movimento, quando eles só devem passar no corredor quando os veiculos estiverem parados... Uma pena, mas a culpa é do condutor do veículo da vítima...
MARCIO
14/09/2017 às 07:35
Mesmo vindo abaixo de 40km, concordo que não evitaria a "batida", mas quem sabe "mortes". Espero que aqueles motoristas que trafegam a + de 40km, tenham um bom senso de autoavaliação.
MARCIO
13/09/2017 às 13:38
"Buscamos verificar a velocidade a partir dos registros no tacógrafo, mas lamentavelmente, por algumas circunstância que nós ainda não sabemos explicar, não houve o registro". Percebe-se que o õnibus desempenhava uma velocidade acima do normal, 40km, naquela via.
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