Peixe-boi Astro se recupera bem do atropelamento
Mamífero aquático é monitorado na costa sergipana
13/04/2018  10:44

Astro se recupera e é monitorado pela Fundação Mamíferos Aquáticos (Foto: Fundação Mamíferos Aquáticos)

O peixe-boi marinho Astro, que foi encontrado com ferimentos graves oriundos de atropelamento por embarcações, segue aos cuidados dos veterinários da Fundação Mamíferos Aquáticos. A recuperação é gradativa, mas, felizmente, o animal não corre risco de morte.

Os profissionais realizaram o início do tratamento, com antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos, além das medicações orais e curativos nas lesões. A expectativa é de que Astro esteja totalmente recuperado em algumas semanas.

No momento, o peixe-boi está sendo monitorado pela Fundação por um radiotransmissor que o localiza para a equipe de campo. Agora, ele ocupa a área que fica entre a Praia do Saco, em Estância, e o Mangue Seco, na Bahia.

O veterinário João Borges destacou que Astro vem se recuperando bem, mas um novo incidente pode trazer prejuízos ainda piores. “O ferimento é extenso, tem uma profundidade critica. Fizemos intervenções clínicas, ele vai se recuperar. Tudo isso foi decorrente de atropelamento, e o risco maior é que agora haja outro. Pedimos a atenção dos condutores. Agora está mais fácil visualizá-lo por causa do equipamento, então o melhor é que reduzam a velocidade e se afastem”, recomendou.

Este tipo de ocorrência não é comum, mas já aconteceu na maioria dos estados do Nordeste. “Astro é o animal marinho que mais foi atropelado. Vimos outras cicatrizes características. Em outros países, como nos Estados Unidos, na região da Flórida, essa é a principal causa da morte de peixes-boi. É preocupante. Existem regulamentações válidas por todo o território. Acreditamos que com o cumprimento destas normas, esse problema pode ser minimizado”, desejou Borges.

Atualmente, a espécie é considerada ameaçada de extinção. Um levantamento populacional apontou que existem cerca de mil animais na costa litorânea do Nordeste.  Nos anos 80, o mamífero começou a desaparecer em Sergipe, mas alguns anos depois voltou a ocupar a área por conta da reintrodução que ocorreu no estado de Alagoas.

Por Victor Siqueira

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