Operação Fênix: agente prisional passa mal e é internado
Acusados por derrame de RGs falsos continuam presos
18/04/2018  12:50

Acusados continuam presos (Foto: Arquivo SSP/SE)

Os nove acusados por envolvimento em expedição de carteiras de identidade com dados falsificados continuam presos em Sergipe. O agente prisional Gildásio Gois, um dos acusados, passou mal quando prestava depoimento no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) na tarde da terça-feira, 17, depois de ser preso em Itabaiana e continua internado, sob custódia, em uma unidade de saúde, segundo informações da Secretaria de Estado de Justiça e de Defesa do Consumidor (Sejuc).

Foi expedido mandado de prisão temporária contra Gildásio Gois, segundo a Sejuc, com prazo de cinco dias, com a possibilidade da prisão ser renovada por mais cinco dias dependendo dos desdobramentos da investigação. O corregedor Roberto Feitas, conforme a assessoria de imprensa da Sejuc, pedirá o afastamento, por um período de 30 dias, do agente prisional das funções que ele exerce no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristovão. A Sejuc já instaurou processo administrativo para investigar a conduta de Gildásio Gois e não descarta a possibilidade dele ser punido com a pena máxima de demissão a bem do serviço público.

Nesta quarta-feira, 18, o corregedor da Sejuc, Roberto Freitas, esteve reunido com a delegada de Polícia Civil Mayra Moinhos, responsável pela investigação e solicitou para ter acesso à documentação que comprova a participação do agente prisional no suposto esquema. Gildásio Gois é apontado como um dos suspeitos de intermediar o acesso de criminosos ao Instituto de Identificação e ser contemplado com a emissão de Carteira de Identidade com dados falsos.

Outros envolvidos

O capitão Santana, reformado da Polícia Militar, está no Presídio da Polícia Militar de Sergipe e os demais acusados e presos na terça-feira, 17, durante a Operação Fênix ocupam celas em Delegacia da Polícia Civil aguardando os desdobramentos das investigações, que continuam em andamento na Secretaria de Estado da Segurança Pública.

Além de Gildásio, continuam presos o capitão Santana [Josenides Rodrigues de Santana, 64], que está aposentado da Polícia Militar, mas habilitado para atuar no Batalhão Especial de Segurança Patrimonial (Besp), o irmão deste PM, Gilberto Rodrigues de Santana, 69, um servidor do Instituto de Identificação, que teria atuado para viabilizar a emissão dos documentos contendo dados falsificados, José Marcelino Pereira Correia, 56; José Raimundo Araújo do Nascimento, 54; Gonçalo Bruno de Farias Rodrigues, 32; Servando Emílio Prado Cabrera, 61; Carlos Henrique Constantino dos Santos, conhecido como "Kaká", 51, e Rodrigo César Dias [idade não revelada pela SSP].

Por Cássia Santana

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Comentários
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Verdade seja dita
19/04/2018 às 07:32
Veja vc, que até o o momento, alguns criminosos, discordaram!
Brasil corrupto
18/04/2018 às 15:26
Todo aquele, que acha que a opção de cometer crimes, o caminho mais curto para o “sucesso “, enganam-se profundamente. NADA E ABSOLUTAMENTE NADA, passa despercebido, principalmente aos olhos de DEUS, e segundo do olhos humanos. Alguns crimes, podem até, ficar na impunidade, mas é um risco que não vale a pena correr. O trabalho honesto sim, vale a pena, pois além de manter-nos livres, nos proporciona um sono tranquilo.
Sergipano
18/04/2018 às 13:09
É só a casa cair, que tudo vagabundo passa mal com problemas de saúde. Visto a Lava Jato.
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