Comerciantes cumprem decisão e param de vender animais
Vendedores do Thales Ferraz reclamam de decisão
22/05/2018  14:42

Gaiolas vazias são encontradas no local (Fotos: Portal Infonet)

José Luís conta que teve prejuízos com a decisão

Efrain é contra a decisão

Quem passou na manhã desta terça-feira, 22, pelo Mercado Thales Ferraz, em Aracaju, pode notar a ausência do comércio de animais vivos naquele local. É que a partir de hoje, por conta de uma decisão judicial, os vendedores estão proibidos de comercializar os bichos no mercado.

Insatisfeitos com a situação, os comerciantes alegam que com a proibição, parte da renda que conseguiam através das vendas de animais ficará comprometida. Um dos vendedores que já começou a sentir o impacto no bolso foi José Luís Pinto de Santos. Há 30 anos ele trabalha com a venda de aves, sendo 14 deles no Thales Ferraz.

Só na manhã de hoje, o vendedor de 45 anos conta que deixou de obter uma renda de R$ 500. “Vários clientes já chegaram aqui para comprar e deixamos de vender porque não tínhamos os animais. É uma situação péssima, não estamos vendendo nada”, relata afirmando que agora a renda terá que ser obtida somente através da venda de gaiolas e rações.

O professor de Educação Física e estudante de Veterinária Efrain Marinho conta que ao contrário do que algumas pessoas pensam, os animais não sofriam maus tratos no local, e que todo procedimento das vendas era acompanhado por veterinários. Ele discorda da decisão judicial e acredita que o necessário seria uma melhora na estrutura para que os comerciantes pudessem trabalhar com mais qualidade e que dessem aos animais que estivessem expostos um maior conforto.

"Existe uma cultura de criação de animais de estimação. Por mais que surjam novos conceitos, a internet divulgue conceitos veganos, onde acreditam que o animal não deve estar preso em gaiola, e é claro que isso não é algo legal (animais nas gaiolas). Existem formas de criar um animal sem estar na gaiola, e comercializar ele sem que ele esteja preso, agora para isso é preciso de estrutura, é preciso que os representantes do povo vejam o problema e tentem ajudar de uma maneira que não cause um impacto negativo e social nas pessoas tirando suas fontes de renda", afirma o estudante que vende animais domésticos há 30 anos.

Emsurb

Nesta terça-feira, fiscais da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) estiveram no local para verificar se a decisão judicial estava sendo cumprida. A empresa notificou os vendedores na última terça-feira, 15, sobre a situação. A assessoria de Comunicação do órgão, ressaltou que todos os vendedores acataram a decisão e informou que em caso de descumprimento, o local onde comercializam pode ser interditado e eles poderão perder o termo de permissão, que dá direito à comercialização em espaço público.

por Yago de Andrade

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Comentários
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Pereira
23/05/2018 às 07:36
Os vendedores se candidatem a vereador.Os políticos tiraram seu sustento, então tirem o deles!
marcos
22/05/2018 às 15:01
Os animais eram maltratados sim, não sou contra a venda, porém o local não era apropriado e não tinha higiene, além disso alguns vendedores vendiam animais da fauna clandestinamente como papagaio, esses animais não ficava expostos, mas podia ser encomendados, sem contar que tinha um vendedor que matava galinhas na frente de todo mundo, sem nenhuma condições sanitárias
NAJARA SOLES NASCIMENTO
23/05/2018 às 08:27
É verdade Marcos, sempre que passava por lá via um punhado de pássaros empilhados todos em uma mesma gaiola, batendo uns contra os outros. Porque vocês não vendem políticos, bota na gaiola uma duzia que faço questão de comprar e lá mesmo puxou um pescoço e escangoto igual ao que vocês fazem com as galinhas.
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