Pontos de Cultura: dirigente de ONG depõe na Deotap
Dirigente diz que entidade usou verbas em cursos
05/04/2017  15:07
Dirigente de ONG depõe na sede da Deotap (Foto: Portal Infonet)

O Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) continua investigando supostas irregularidades no uso de recursos públicos destinadas a entidades do terceiro setor contempladas com editais públicos para realização de projetos culturais [Pontos de Cultura]. Nesta quarta-feira, 5, a delegada Nádia Flausino, que está à frente das investigações ouviu o depoimento de Gideon Santos, representante da Casa de Cultura Zabumbambus, que funciona no município de Lagarto.

A Casa de Cultura Zabumbambus foi contemplada com R$ 180, que seriam repassados em três parcelas. O representante revela que a entidade recebeu parte destes recursos, que foram aplicados em cursos ministrados em Oficinas de Arte realizadas na sede da ONG em Lagarto. Ao final do depoimento, Gideon Santos conversou com jornalistas e disse que não falaria detalhes para não atrapalhar as investigações e que estaria disposto a dar sua colaboração à autoridade policial.

O Deotap começou as investigações no ano passado a partir de relatório da Controladoria Geral do Estado. Na época, a Secretaria de Estado da Cultura informou que em Sergipe, 30 projetos foram selecionados a partir de dois editais publicados entre os anos de 2010 e 2011.

Muitos apresentaram problemas em decorrência da falta de prestação de contas corretamente, conforme observações do próprio secretário da Cultura à época, Neu Fontes. No ano passado, em conversa com o Portal Infonet, o então secretário revelou que a grande maioria dos problemas foi sanada no âmbito administrativo, mas em outras questões os problemas permaneceram e acabaram sendo alvo das investigações iniciadas a partir dos relatórios da CGE.

Por Cássia Santana

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Comentários
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Cardoso de Almeida
06/04/2017 às 05:47
A secult nunca teve políticas Culturais. Temos um arranjo de agenda com produtos que a época respondiam os anseios do MINC. Os pontos foram criados sem planejamento, sem condições de serem geridas pelos seus pares. A Secult sepre carecem de bons técnicos. O que há são colchas de retalhos. O que se fez com o Ponto da Rua da Cultura? Os pontos atenderam a vontade política. Um caos cultural.
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