Falta de reforma prejudica ensino em escola de Umbaúba
A SEED se compromete a fazer obras emergenciais em abril
13/03/2018  07:24
A Escola Estadual Doutor Antônio Garcia Filho fica localizada no município de Umbaúba (Fotos: cedidas por Fernanda Matos)

Alunos e professores da Escola Estadual Doutor Antônio Garcia Filho, localizada no município de Umbaúba estão insatisfeitos com a falta de estrutura na unidade de ensino. Fiação danificada, banheiros quebrados e rachaduras na estrutura são alguns dos problemas encontrados na escola que atende cerca de mil alunos nos turnos da manhã, da tarde e da noite.

A professora de artes Fernanda Matos, que leciona na escola há três anos, conta que desde a sua inauguração [há 50 anos], a unidade nunca passou por uma reforma estrutural. “A única coisa que fizeram pela escola foi o retelhamento e a colocação de forro, mas que já está caindo porque não tem manutenção. Outro problema é a falta de ar-condicionado na escola. Já está instalado, mas não funciona porque a rede elétrica está com problema. A escola é muito quente, pra nós professores é complicado dar aula, imagine para os alunos aprenderem. Sabemos que existe um projeto de reforma da escola, mas que não tem previsão de quando vai acontecer”, lamenta.

A escola deu início ao ano letivo no início deste mês, mas segundo a docente, os problemas continuam desde anos anteriores. "Professores de inglês, geografia, sociologia e biologia estão em falta na escola. As pessoas acham que porque a escola está funcionando, não está com problema. A escola passou 2017 com apenas R$ 5 mil reais de suprimentos de fundos que a SEED liberou, mas não dá. Faltam materiais como papéis para imprimir as provas. Não é um favor que estão fazendo é direito de trabalhar em um lugar que tem condições”, diz.

Sem limpeza

Fernanda Matos é professora de artes na escola

Rachadura na estrutura do prédio...

...janelas quebradas e...

...fiação elétrica comprometida são alguns dos problemas

Para piorar a situação, a área da limpeza também passa por problema, já que o contrato de duas funcionárias terceirizadas se encerraram. “Só tinha elas duas para fazer a limpeza e por isso estamos pedindo para que os alunos mantenham o que está limpo. Estamos vindo à imprensa porque o problema não está sendo resolvido. Não estamos pedindo nada, a manutenção é de obrigatoriedade da escola”, denuncia a professora Fernanda.

SEED

A equipe do Portal Infonet entrou em com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Educação (SEED) que informou que a escola está com verba federal bloqueada devido a problemas de prestação de contas da gestão anterior. A assessoria garante que ações paliativas [obras emergenciais] serão realizadas na escola no mês de abril e acrescenta que a SEED está 'batalhando' para resolver a situação da escola.

Quanto à falta de professores em algumas disciplinas, a assessoria esclarece que irá verificar junto a DRE a situação, já que a SEED não foi comunicada de nenhum problema relacionado a falta de docentes.

A SEED acrescenta possui um projeto pronto de reforma para a unidade de ensino, mas está impossibilitada de colocar em prática por falta de verba.

Por Aisla Vasconcelos

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