Ao ser questionado sobre a sua fuga da 1ª Delegacia da Capital em 2003, Floro confirmou o envolvimento de apenas um policial, o cabo Nailton. A fuga teria sido motivada por sucessivas tentativas de homicídio contra Floro, incluindo três com testemunhas. “A delegada sempre me falava para ter cuidado e perguntava porque meu advogado ainda não tinha pedido minha remoção. Era como se ela quisesse indiretamente me avisar de algo”, disse o réu.
Floro Calheiros acusa um policial de tê-lo ajudado na fuga
Floro explica que combinou tudo com o cabo Nailton, após ele pedir ajuda financeira para a formatura da turma de policiais no fim do ano. O empresário ofereceu R$ 20 mil, e pediu a facilitação da sua fuga
Durante a tarde, o policial denominado de ‘Raimundão’, teria aberto a cela de Floro para ele almoçar. Um homem vestido de policial entrou, e avisou a Floro que poderia sair pronunciando a palavra ‘Soldado’. Floro já havia combinado com a esposa de mandar um carro com os R$20 mil através do cabo Nailton.
Quando Floro saiu da Delegacia o carro estava na porta, com a chave na ignição. Floro dirigiu durante aproximadamente duas quadras, pagou ao comparsa do cabo Nailton, e seguiu caminho. Inicialmente viajou para Ribeira do Pombal, depois foi para Teixeira de Freitas e parou no Tocantins. O empresário isentou a delegada Meyre Mansuet, e todos os outros policias acusados de envolvimento na fuga.
Veja trecho do depoimento de Floro à juíza Iolanda Guimarães:
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