Prefeito e vice querem unidade dos governistas
Edvaldo e Sílvio consideram difícil, mas apostam em consenso
22/12/2011  08:24

Edvaldo Nogueira: divisionismo é erro estratégico grave (Foto: Portal Infonet)

O encontro do prefeito Edvaldo Nogueira com jornalistas nesta quarta-feira, 21, não se resumiu ao balanço das ações da Prefeitura de Aracaju. No encontro, o prefeito e o vice Sílvio Santos não tiveram chances de correr de avaliações partidárias com vista a sucessão municipal do próximo ano.

O prefeito Edvaldo Nogueira e o vice voltaram a defender a unidade do grupo governista em torno de candidatura única, muito embora o vice classifique como um processo extremamente difícil devido ao elevado número de pretensos candidatos que circulam entre os partidos aliados. Para Sílvio Santos, prevalecerá as opiniões das lideranças históricas do Partido dos Trabalhadores sobre a questão, classificadas, por ele, como “as vacas sagradas do PT”.

Entre as vacas sagradas, Sílvio Santos destaca o ex-presidente da Executiva Nacional do partido e ex-presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, que se recupera de grave problema de saúde. Ele está afastado das atividades políticas e permanece em casa no Rio de Janeiro em fase de tratamento, mas sempre é lembrado pelos correligionários. “Zé Eduardo é como uma espécie de oráculo. É uma pessoa que a gente sempre consulta para qualquer coisa porque é um quadro experiente do partido”, comenta Sílvio Santos.

Sílvio Santos: "Zé Eduardo é um oráculo"

Para Sílvio Santos, é necessário envolver toda a militância do PT no processo de escolha do sucessor de Edvaldo Nogueira e garante que entre os petistas há apenas três nomes que disputam a indicação: ele e os deputados Rogério Carvalho (federal) e Ana Lúcia Menezes (estadual). “As vacas sagradas do PT têm opinião que pesa, mas a militância deve ser envolvida em todo o processo e, seja pelo consenso ou por prévia, não tem como a decisão sair antes de março do próximo ano”, considera Sílvio Santos.

Unidade

Apesar do PC do B dispor de dois nomes disputando a indicação do partido para a sucessão municipal – os secretários municipal Jefferson Passos e Tânia Soares, o prefeito Edvaldo Nogueira revela um certo paradoxo de ideais. “Não tenho simpatia por nenhum candidato e tenho simpatia por todos eles”, diz. Nas entrelinhas, Edvaldo deixa claro que não quer se posicionar antes das definições e dos embates que deverão, na ótica do prefeito, seguir em busca de um nome de consenso. “Defendo a tese de que deve ser único candidato apoiado por Déda, Edvado, Amorim, Jackson, Valadares e todos partidos aliados”, considerou.

Para ele, o divisionismo estratégico para provocar um segundo turno seria o maior erro dos governistas nas eleições municipais de 2012. “A tese defendida por Valadares e Déda é uma tese que fragmenta o grupo. Discordo completamente do senador e de quem defenda esta tese de se ter mais de um candidato na situação”, diz. “Se tivermos um único candidato, não tem quem ganhe, nosso candidato será imbatível. Não me preocupo se partidos concordem ou não e não estou buscando o caminho mais fácil ou posição mais cômoda, mas estou convencido que a divisão do nosso grupo é um erro estratégico grave”, comentou.

Por Cássia Santana

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Comentários
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Thiago Meneses
22/12/2011 às 10:57
Eu também adoraria ver a união dos governos para resolver o descaso do Centro de Cotrole de Zoonoses, acabando de vez com o sacrifício dos animais!
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