Adepol vincula queda de delegado geral a casos da Deotap
E nega que a motivação tenha relação com um projeto de salário
19/04/2017  14:32
Saída de Alessandro Vieira foi noticiada na terça-feira, 19 (Foto: Arquivo Infonet)

A saída do delegado Alessandro Vieira do Comando de Delegado Geral da Secretária de Segurança Pública (SSP) foi motivada pelas investigações ocasionadas no Departamento de Crime Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap). A afirmação é da Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol/SE).

Diante das especulações de que a exoneração de Alessandro Vieira teria sido motivada por um projeto apresentado por ele que eleva os cargos de comissão em 156%, o presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol/SE), Paulo Márcio, diz ser inverídica a afirmação.

“Isso é falso. Ele tem esse projeto de aumentar em 156% os gastos com cargos de comissão de direção como coordenador da capital, do interior, diretor do COPE, mas não foi essa a motivação da exoneração. No meu entendimento o enfraquecimento de Alessandro que resultou na exoneração dele está relacionada, sim, ao desgaste que ele sofreu em razão desse enfrentamento que acabou fazendo ao explicar por meio da imprensa o passo a passo das operações desenvolvidas pela Deotap. Nós acreditamos que pela forma como ele se colocou, enfrentando de forma contundente pessoas que estavam sob investigações, inclusive chegando a travar debates públicos e fazendo algumas considerações sobre as provas colhidas e sobre fases da operação, tudo isso a meu ver acabou provocando, criando assim um certo mal estar, um certo desconforto no âmbito do governo”, informa.

Ainda de acordo com ele, a surpresa ocorreu com a saída do secretário de Segurança Pública, João Batista. “A nossa surpresa foi a saída de João Batista. Ele por não ter aceitado a saía de Alessandro, saiu do cargo e ao nosso ver foi um ato louvável”, acredita Paulo Márcio.

Por Aisla Vasconcelos

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Comentários
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Néviton Felipe da Silva
20/04/2017 às 11:28
Está muito claro que a saída dessas pessoas só reflete a "escolha" que o Estado fez pela preservação dos seus interesses. Esse caso em Sergipe é só mais um exemplo bizarro do modelo de corrupção que infelizmente se naturalizou nas instituições sociais desse país, no qual a moralidade como juízo de valor assume um sentido meramente abstrato. Aqueles que se contrapõem a essa desordem não conseguem se sustentar sem sofrer nenhum tipo de sanção. Só temos a lamentar e torcer que dias melhores virão.
Dias
20/04/2017 às 10:47
ESTÁ EXPLÍCITO QUE A EXONERAÇÃO E A NOMEAÇÃO DO PUPILO DO JB, É SIMPLESMENTE PARA ABAFAR AS INVESTIGAÇÕES. ASSIM SE AUTO PROTEGE E PROTEGE O EDVALDO NOGUEIRA. O CAOS NO PAÍS SE DAR POR CONTA DO PRÓPRIO POVO, QUE APAIXONADO POR POLÍTICO A OU B, AO INVÉS DE QUERER APURADOS OS FATOS, PREFEREM ACREDITAR NO POLÍTICO CORRUPTO. ALGUM CORRUPTO VAI SE DECLARAR CULPADO?
Yargo Mendes
19/04/2017 às 20:35
EITA POVO TOLO ALIENADO QUE ACREDITO NESSE IMPRENSA GOLPISTA. O BURACO É MUITO MAIS FUNDO DO QUE VOCÊS IMAGINAM....
Demis
20/04/2017 às 07:13
O buraco é escuro, a obscuridade é a arma dessa IMPRENSA MANIPULADORA, ALIENANTE, verdadeiro CÂNCER DE UMA SOCIEDADE ESCRAVIZADA. A IMPRENSA DE SERGIPE É UMA DESSAS REPETIDORAS de informações sem fundamento e lógica, vendem esses lixos de informação que satisfazem a políticos empresários, VERDADEIRA MASTURBAÇÃO MENTAL.
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