Fantasmas: MP faz novas denúncias contra Machado e João
Mais um processo com 'cinco servidores fantasmas' chega ao TJ
13/12/2017  16:34
Momento em que Machado sai do MP após prestar depoimento (Foto: Arquivo Portal Infonet)

O Ministério Público Estadual protocolou no Poder Judiciário mais uma denúncia contra o ex-prefeito João Alves Filho (DEM), o ex-vice José Carlos Machado (PSDB) e a ex-secretária de Governo Marlene Alves Calumby. Nesta nova denúncia estão no rol outros cinco servidores classificados pelos promotores de justiça como ‘fantasmas’, supostamente nomeados e sem ter trabalhado nos cargos em comissão pelo gabinete do ex-prefeito José Carlos Marchado.

Neste novo Procedimento Investigatório Criminal, além destes três, também foram denunciados a promotora de vendas Alexsandra Ferreira Barbosa, a instrumentadora cirúrgica Andreia Fontes Silva Macedo, o advogado Bruno de Oliveira Andrade, o jornalista Felipe Augusto Martins de Oliveira e o desempregado Rubens Dantas de Melo. Com este pessoal, a Prefeitura de Aracaju teve despesa de quase R$ 222,6 mil durante a gestão de João e Machado.

Conforme a denúncia, Alexsandra revelou que assumiu o cargo comissionado, lotada no gabinete do então vice-prefeito, por indicação do namorado e ficou na PMA por um período de quatro meses recebendo um salário mínimo e confessou que nunca trabalhou, mas admitiu que de vez em quando comparecia ao gabinete.

Andreia revelou que foi nomeada por indicação do marido, que é amigo de José Carlos Machado, e que passou cerca de dois anos no cargo recebendo mensalmente cerca de R$ 2,4 mil mensais. Ela disse que ficava à disposição do então vice-prefeito e que atendia quando chamada para dar algum suporte. Já o advogado Bruno Andrade revelou que recebia R$ 2,5 mil mensais para assessorar José Carlos Machados, passando orientações nas questões jurídicas e quanto ao conteúdo das declarações que o então vice-prefeito dava à imprensa e informou que despachava no escritório particular de José Carlos Machado, ficando à disposição dele entre às 8h e às 12h e das 14h às 18h, mas não batia ponto nem assinava folha de frequência.

O jornalista Felipe Augusto Martins informou que foi indicado por um amigo para ser assessor social mídia e que recebia remuneração de cerca de R$ 1,7 mil para exercer a atividade. Que acompanhava Machado nos comícios, fotografava, alimentava as redes sociais do então vice-prefeito, despachando no gabinete particular dele e que comparecia à Prefeitura de Aracaju apenas para assinar a folha de frequência. Já Rubens revelou que exercia cargo de motorista na Empresa Municipal de Serviços Uranos (Emsurb) e que, posteriormente, passou para o gabinete do então vice-prefeito, com uma remuneração de algo em torno de R$ 1 mil mensais e que trabalhava para o PSDB, entregando documentos encaminhados por funcionário do partido, mas não assinava folha de frequência.

Enriquecimento ilícito

Ocorreu, neste contexto, enriquecimento ilícito em favor diretamente dos que ocuparam os cargos sem exercer a atividade laboral e também em favor do ex-prefeito, do ex-vice-prefeito e também da ex-secretária de Governo, que seriam responsáveis pelas nomeações, no entendimento dos promotores de justiça Bruno Melo, Luciana Duarte, Leydson Gadelha e Jarbas Adelino Júnior, que integram o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual.

O Portal Infonet se coloca à disposição de todos os envolvidos e denunciados pelo MPE. Até o momento, apenas o ex-vice prefeito José Carlos Machado se manifestou por meio de nota pública. Machado revela que ainda não foi citado pelo Poder Judiciário e que ficou informado por meio da imprensa sobre a denúncia do MPE que envolve supostas irregularidades em nomeações para o quadro de pessoal comissionado para o seu gabinete.

Na nota, Machado se declara inocente e diz que se reunirá com os advogados para apresentar defesa nos autos. José Carlos Machado diz que não era responsável pelas nomeações, declara respeito ao trabalho do MPE e confiança no Poder Judiciário.

O Portal Infonet permanece à disposição de todos os denunciados pelo MPE. Informações podem ser enviadas por telefone (79) 2106 – 8000 ou por e-mail jornalismo@infonet.com.br .

Por Cássia Santana 

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Comentários
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MARCIO
14/12/2017 às 12:17
O importante é que a máscara caiu. Todo dia é descoberto um bandido nessa politica no país.
Isabel
14/12/2017 às 07:58
Inclusive, conheço alguém que, nesse mesmo período, recebia cargo em comissão e não iria trabalhar. O cargo lhe foi dado para garantir voto pra reeleição do prefeito anterior. Espero que os responsáveis sejam punidos e que essa ação consiga vencer os conluios entre os poderes (executivo, legislativo e judiciário). A única forma de acabar com esses parasitas é a punição e também conscientização. Receber dinheiro público sem fornecer a contrapartida é crime. Os recursos públicos são escassos!
Deo
14/12/2017 às 07:21
N dará em cadeia. Só para LEMBRAR. ...
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