Direção do Hospital de Cirurgia pede apoio da OAB/SE
Os serviços na unidade hospitalar estão praticamente suspensos
24/11/2017  18:47
Os serviços na unidade hospitalar estão praticamente suspensos (Foto: arquivo Portal Infonet)

A direção do Hospital de Cirurgia se reuniu no final da tarde dessa sexta-feira, 24, com representantes da Ordem dos Advogados do Brasil/Seccional Sergipe (OAB/SE) para solicitar que a entidade participe das negociações com a Prefeitura Municipal de Aracaju.

O impasse entre Hospital de Cirurgia e PMA envolve a realização de repasses. O HC alega dívida da PMA no valor de R$ 20 milhões. A PMA, por sua vez, diz que tem um crédito de R$ 4 milhões com o HC. Os serviços na unidade hospitalar estão praticamente suspensos, já que os procedimentos estão restritos às cirurgias de emergências nos pacientes que já estão internados.

“Os procedimentos são pagos mediante um contrato com a SMS, que infelizmente vem alegando deficiência financeira, e não fez os repasses ao hospital. A SMS informou em audiência no MPE que não pagaria os hospitais filantrópicos, sobretudo o Cirurgia, e que voltaria a pagar somente em fevereiro. Já temos cinco parcelas em atraso e não temos como suportar até fevereiro. Por conta disso, o hospital está com as atividades paralisadas, não por vontade da direção, mas porque alguns prestadores e fornecedores paralisaram os serviços porque não estão recebendo”, explica Milton Eduardo Santana, diretor administrativo e financeiro do Hospital de Cirurgia.

Ainda de acordo com Milton, a direção pretende apresentar à situação do hospital, trazendo à OAB para as negociações com a PMA. “Queremos explicar à OAB como é o funcionamento e as deficiências do Hospital de Cirurgia. Fora a deficiência do próprio sub-financiamento da tabela SUS - que inviabiliza a prestação de serviços de forma adequada, pois é muito aquém dos procedimentos que a gente presta – a gente convive com constate atraso. O hospital só recebe por aquilo que presta e na medida em que ele não recebe pelo que já prestou, acontece a inviabilização da continuidade da prestação dos serviços”, detalha.

O presidente da OAB/SE, Henri Clay Andrade, considerou a situação dramática. “São serviços essenciais à sociedade. As pessoas precisam dessas cirurgias para preservar suas vidas. Então, é um impasse que precisa ser resolvido com urgência. Para isso seja resolvida de forma eficiente, é indispensável que o prefeito assuma situação e apresente uma solução”, comenta. 

Henri Clay também analisou as dívidas e considerou a situação ainda mais grave. "Os serviços foram realizados e estão sendo arcados pelo próprio hospital. O que se apresentou aqui é um calote. A PMA assina, concorda com valores, mas não paga”, avalia.

Por Verlane Estácio

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