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18/10/2011 - 16:15
Sergipano morre em Minas com suspeita de meningite
O sergipano, 19 anos, estava trabalhando na construção civil
Alojamento dos trabalhadores (Foto: Via Comercial)

Na tarde desta terça-feira, 18, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Pesada de Conselheiro Lafayete, Milton Moraes, disse que um trabalhador sergipano morreu vítima de hemorragia interna na última sexta-feira, 14. Existe a suspeita que o homem, ainda não identificado, tenha falecido por conta da meningite. Milton relata que o corpo do jovem já foi transferido para Sergipe. Trata-se de José Antônio da Silva, 19, natural do município de Canindé do São Francisco. O corpo já foi sepultado.

De acordo Milton Moraes existe um efetivo de 1200 trabalhadores de todo nordeste nas obras de implantação de uma linha de aços planos na usina da Gerdau em Ouro Branco, em Minas Gerais.  O sindicalista disse ainda que não existe comprovação de surto de meningite, mas confirma que vários trabalhadores foram encaminhados para o hospital. Milton Moraes diz que vários trabalhadores já pediram demissão com medo da doença.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais investiga a suspeita de contaminação de aproximadamente 17 pessoas e a morte de uma que teriam sido causadas por meningite, em Ouro Branco, na Região Central do estado. Todos os trabalhadores moram em alojamentos.

Em nota enviada ao Portal Infonet a Paranasa esclarece que todas as providências de assistência aos trabalhadores foram tomadas pela empresa. Confira a nota na íntegra.

"A Paranasa informa que tomou providências imediatas em relação aos seus colaboradores que apresentaram suspeita de meningite, atuando em conjunto com as autoridades sanitárias locais para evitar que surjam novas ocorrências da doença na região de Ouro Branco. Diante disso, a empresa realiza um trabalho de acompanhamento e comunicação entre os colaboradores e equipes médicas, deixando-os bem informados sobre a doença e tranquilizando-os em relação às formas de transmissão. Outra importante ação realizada pela Paranasa foi a disponibilização preventiva de medicamento a todos os colaboradores alojados na obra, com o objetivo de preservar a saúde e zelar pelo bem-estar de cada um. Vale acrescentar que os alojamentos são de boa qualidade, encontram-se em perfeito estado, dentro das normas sanitárias previstas na legislação. A empresa informa que até o momento 300 colaboradores já pediram demissão. A Paranasa está fazendo o acerto rescisório com todos e os levará de volta aos lugares onde foram recrutados, arcando com todas as despesas de transporte e alimentação. De acordo com as últimas informações, onze pessoas continuam internadas no Hospital de Ouro Branco", informa.

Por Kátia Susanna

* A matéria foi atualizada às 16:26 para acrescentar o nome do jovem natural de Canindé do São Francisco.

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