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A voz da sergipana Amorosa está entre as mais conhecidas do Estado e já atravessou nossas fronteiras atuando em mais de oitenta por cento dos Estados brasileiros, além de ter atuado em países da Europa. Amorosa tem quase 30 anos de carreira, são mais de 50 prêmios como cantora, destacando como melhor intérprete do Nordeste em 93, e melhor intérprete do Brasil em 2001 na Festa da Música Brasileira, no Rio de Janeiro. Gravação de uma dezena de coletâneas, seis CD’s solos, e milhares de shows dedicados a Sergipe. Em 2010, a cantora e escritora Antônia Amorosa lançou seu quarto livro, intitulado 'Matheus em Cordel'. A obra foi inspirada no Evangelho de Matheus utilizando a literatura de cordel para propagar os ensinamentos bíblicos. Para este ano, a cantora além de apresentar um programa de TV voltando para a valorização do forró e artistas sergipanos e escrever uma coluna em um jornal diário lançará o DVD musical dos poemas de Hilda Hilst.
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J. Inácio, artista da alma sergipana, nascido José Inácio de Oliveira, faleceu aos 96 anos, em agosto de 2007. Considerado um dos maiores pintores do Estado, J. Inácio nasceu no povoado Bolandeira, no município de Arauá, em 1911, e era irmão do conhecido Padre Pedro. J. Inácio teve escola e suas obras, embora pareçam anárquicas, são a mais próxima expressão da alma sergipana. Não apenas pelas cores, fortes e repetidas, pelos objetos, tanto os internos da casa, da cozinha, como os externos, bananeiras, jaqueiras, outras fruteiras, que se fundem nas paisagens típicas da terra sergipana. Em Aracaju, a galeria J. Inácio fica localizada na rua Vila Cristina, s/n, no bairro 13 de julho. Anexa à biblioteca Epifânio Dórea.
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Nascido em Santana do São Francisco, José Roberto Freitas, o Beto Pezão, é um grande referencial do artesanato sergipano, produzindo peças nacionalmente conhecidas pelo seu trabalho diferenciado, que são as esculturas de homens e mulheres sertanejos, cuja marca principal são os pés e mãos em tamanho desproporcional ao corpo. Nos trabalhos de Beto Pezão, homens e mulheres ganham pés gigantes. A característica já virou marca registrada do artesão. Segundo o artista, a característica surgiu por acaso, para dar mais sustentação às peças. Beto explica que trabalha sozinho e que por enquanto não conta com nenhum familiar interessado em aprender a arte do ‘Pezão’. O trabalho do artista é conhecido na América latina e em países da América do Norte. Beto mora em Aracaju, onde mantém o ateliê há mais de 30 anos. O espaço é localizado na rua Carlos Menezes, 152, bairro Cidade Nova.
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João Firmino Cabral - o Seu Firmino como é mais conhecido -cordelista há 56 anos, com mais de 180 publicações, Seu Firmino conta os causos e histórias na métrica da poesia. “Ser poeta não é só saber rimar. Tem que ter inspiração. Digo que ser cordelista é um dom. A inspiração vem da natureza, do próprio Deus”, defende. O cordel tem ponto garantido no Box do Cordel no Mercado Municipal Antônio Franco, em Aracaju. Seu Firmino recebeu vários prêmios inclusive das mãos do ilustre pernambucano Ariano Suassuna. Para o cordel de João Firmino não há fronteiras. Suas obras podem ser encontradas fora do país, circulando inclusive no meio acadêmico. A Universidade de Nova Lisboa, em Portugal, e a Biblioteca Universitária de Versailles, na França, exibem obras desse cordelista itabaianense tido considerado como um dos melhores do Brasil em seu estilo literário. Sem nunca ter frequentado uma escola, ele começou a fazer cordel aos 17 anos de idade, espelhando-se em Manoel D´Almeida Filho, seu grande mestre. Hoje é mestre de muitos cordelistas, inclusive do também sergipano, Francisco Passos Santos, conhecido como Chiquinho do Além Mar.
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Em Canindé de São Francisco, o visitante conhecerá de perto o complexo da monumental Usina Hidrelétrica de Xingó, o imperdível Museu de Arqueologia do Xingó – MAX, e para os amantes do turismo ecológico, vale um passeio à Fazenda Mundo Novo, o Parque Temático da Caatinga. A trilha que leva ao Vale dos Mestres e possibilita o conhecimento da flora local como faxeiro, xique-xique, mandacaru, bromélias além da visita a sítios arqueológicos. O Cânion do Xingó é considerado o quinto maior cânion navegável do mundo.
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Navegar pelas tranquilas águas do rio São Francisco é um muito mais que um prazer, é emoção. Um passeio de catamarã leva o turista a conhecer encantadoras cidades ribeirinhas, como Propriá, Neópolis, Santana do São Francisco, Pacatuba, Ilha das Flores e Brejo Grande. Na foz, no Cabeço, a natureza mostra a beleza do encontro do rio com o oceano. Um passeio de catamarã, a partir de Própria, leva o turista a descobrir a magia e os encantos do "Velho Chico", como a população chama carinhosamente o rio São Francisco.
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Chegar a Aracaju é correr o risco de ficar seduzido por uma das capitais brasileiras mais joviais, bonitas e tranquilas. A Praia de Atalaia é uma das mais conhecidas e visitadas do Nordeste. A Orla de Atalaia é um dos um dos principais cartões-postais da cidade, tem 6 km de extensão e está a 9 km do centro da cidade, sendo uma das mais belas e equipadas orlas do país, totalmente preparada para o turismo, lazer e entretenimento. A Orla da Atalaia é uma das mais belas e bem equipadas do Brasil, com uma infraestrutura turística capaz de proporcionar aos visitantes uma estadia inesquecível: hotéis de luxo, pousadas, restaurantes especializados em frutos do mar, locadoras de veículos, centros de artesanato.
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O Pantanal de Pacatuba guarda um dos visuais mais interessantes de todo o litoral brasileiro, sendo o maior aquífero do Nordeste, onde a água potável é abundante. São 40 km² interligados por lagoas e cobertos por plantas típicas de áreas alagadas. O Pantanal reúne uma biodiversidade inigualável, unindo na mesma região pantanais, manguezais, dunas, mar, Mata Atlântica e uma fauna muito rica, formada por lontras, capivaras, jacarés-de-papo-amarelo, além de mais de 100 espécies de aves. Conhecer o pantanal nordestino é uma experiência maravilhosa já que o local é um exemplar único em todo o Nordeste. A região ainda revela paisagens extremamente belas, intatas e prontas para dar aos turistas o prazer de visitar um paraíso.
O município de Pacatuba fica no litoral norte sergipano, região do vale do rio São Francisco, a 116 km de Aracaju. A área abriga, além de pantanais, mangues, dunas, mar, Mata Atlântica e uma rica fauna.
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Um pouco mais distante, a 68 km, fica a cidade de Estância, que já foi conhecida como a Cidade Jardins. O município oferece ótimas oportunidades ao turismo ecológico com rios e quedas d'água, manguezais, lagoas e suas belíssimas praias. A Praia do Saco é considerada uma das mais bonitas de Sergipe e um dos locais mais badalados do litoral. É uma enseada de 5 km de extensão, que possui dunas suntuosas e grande vegetação de coqueiros. O mar é verde e calmo. Tem também a Praia de Abaís, com 20 km de extensão de águas mornas, areia branca. A infraestrutura turística é bem consolidada, e possui pousadas, hotéis, campings e restaurantes.
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A 29 km em direção ao sul do estado, encontra-se o município de Itaporanga D'Ajuda. A praia mais famosa por lá é a Caueira, com seus coqueiros, lagoas e dunas de cerca de 20 metros de altura, a região dispõe de casa de veraneio e pousadas à beira mar.
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Um pouco mais distante, a 68 km, fica a cidade de Estância, que já foi conhecida como a Cidade Jardins. O município oferece ótimas oportunidades ao turismo ecológico com rios e quedas d'água, manguezais, lagoas e suas belíssimas praias. A Praia do Saco é considerada uma das mais bonitas de Sergipe e um dos locais mais badalados do litoral. É uma enseada de 5 km de extensão, que possui dunas suntuosas e grande vegetação de coqueiros. O mar é verde e calmo. Tem também a Praia de Abaís, com 20 km de extensão de águas mornas, areia branca. A infraestrutura turística é bem consolidada, e possui pousadas, hotéis, campings e restaurantes.
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A cidade foi fundada em 1590 e é considerada a quarta cidade mais antiga do Brasil. Com acesso fácil e rápido saindo da capital, pode-se visitar aquela que foi a primeira capital da então Província de Sergipe Del Rei. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan – preserva um conjunto arquitetônico colonial que encanta pela harmonia e é um verdadeiro mergulho no passado. A ampla Praça de São Francisco cujo centro ostenta um belo cruzeiro, apresenta um agrupamento arquitetônico formado pela Igreja e o Convento de São Francisco, do século XVII que hoje abriga o Museu de Arte Sacra, pela Casa de Misericórdia, uma bela construção barroca que foi o primeiro hospital da Província de Sergipe no século XVII, e pelo Museu Histórico, antigo Palácio Provincial onde se hospedou Dom Pedro II ao visitar a cidade em 1860. Esse conjunto arquitetônico da Praça São Francisco está atualmente na disputa para obter o título de Patrimônio Histórico da Humanidade, emitido pela Unesco e avaliado por um júri composto por 30 países.
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Sergipanidade, um conceito em construção
Desde Prado Sampaio, aluno no Recife e discípulo de Tobias Barreto, que entrou no vocabulário sergipano o termo SERGIPANIDADE...
Desde Prado Sampaio, aluno no Recife e discípulo de Tobias Barreto, que entrou no vocabulário sergipano o termo SERGIPANIDADE, ainda que vagamente citado, como um louvor ao fazer cultural sergipano. Décadas depois, José Silvério Leite Fontes, professor de história, biógrafo de Jackson de Figueiredo, citou SERGIPANIDADE no contexto da formação de Sergipe. Somente nas últimas duas décadas a SERGIPANIDADE começou a ser tratada como um conceito cultural, capaz de inspirar artistas, escritores, pensadores, qualificando um sério e inarredável compromisso das manifestações da cultura.
É certo que as culturas regionais transitam no acostamento da vida social, sufocada, quase sempre, pelo domínio hegemônico que a tudo afeta. O povo, contudo, resiste e ao seu modo guarda as manifestações mais autênticas, que dão à vida nem sempre fácil dos grupos sociais subalternos. Neste mês de junho há como quê uma pausa: é o mês de Tobias Barreto, o maior de todos os sergipanos, em todos os tempos, e é o mês dos festejos juninos, quando um doutor da Igreja – Santo Antonio, um profeta – João Batista e um apóstolo – São Pedro são reunidos, no cenário que guarda antiguidade, e do qual é mostruário o corte do mastro, o pau de sebo, a dança da quadrilha, a culinária de milho e coco, a montagem de um arraiá que em tudo lembra a simplicidade ingênua do povo de todas as idades, nas suas conexões atemporais.
SERGIPANIDADE é o conjunto de traços típicos, a manifestação que distingue a identidade dos sergipanos, tornando-o diferente dos demais brasileiros, embora preservando as raízes da história comum. A SERGIPANIDADE inspira condutas e renova compromissos, na representação simbólica da relação dos sergipanos com a terra, e especialmente com a cultura, e tudo o que ela representa como mostruário da experiência e da sensibilidade.
Cada povo, situado no ambiente da sobrevivência – recorrência universal da vida humana - cria sua perspectiva, muitas vezes utópica, de futuro, adota suas crenças, incorpora seus valores, constrói seus caminhos, elabora modos de viver e de compreender a realidade, produz a sua própria história.
Além da língua, as sociedades têm pontos de contato que prevalecem nas relações internas das pessoas. A história, monitorada eticamente, e a cultura, universalizada pelas contribuições externas, agem na formação do povo e alimentam a identidade social.
A terra, com toda a noção de natureza que nela comporta, demarca a presença do povo, sua convivência ambiental, ecológica, produtiva, com seus recursos postos na partilha dos mesmos interesses.
Herdeiros de uma pequena faixa de terra litorânea, irrigada até o interior pelos rios da história do Brasil – São Francisco, Cotingüiba, Sergipe, Vaza-barrís, Piauí e Real -, aptos ao trabalho, criativos e inovadores no domínio do conhecimento, os sergipanos compõem um povo que fez da luta o caminho de sua afirmação, e renova, a cada dia, a cada episódio de sua trajetória, a mesma lição em defesa da liberdade contra todos os tipos de opressão, do direito como instrumento contra os privilégios, da prosperidade para evitar a indignidade da vida, da justiça para conter as hegemonias.
Forma-se, então, a consciência pedagógica para o viver comum, fortalecendo as fronteiras da identidade própria. É com esta noção de SERGIPANIDADE, como atitude tanto individual quanto coletiva, que devem florescer as manifestações artísticas, as contribuições lúdicas, fazeres e saberes, usos e práticas circulantes a serem incorporadas pela aceitação, para serem consagradas e renovadas.
Tobias Barreto de Menezes (7 de junho de 1839 – 26 de junho de 1889) continua assombrando parte do mundo civilizado, com seu talento e sua obra. Mário Losano escreveu muito sobre ele na Itália e tem seu principal livro – Um giurista tropicale – sem edição brasileira. Eugênio Raul Zafaroni, da Argetina, tanto escrevu sobre Tobias, como patrocinou a edição de um livro do pensador sergipano, dentro da coleção Penalistas Perenes. O interesse por Tobias, na academia, é grande e professores como Celso Lafer, por exemplo, carecem das obras completas para sua reflexão. A última edição aconteceu em 1989/1990, graças ao então presidente José Sarney e ao governador Antonio Carlos Valadares. 22 anos depois a inteligência sergipana e brasileira cobra nova edição das Obras Completas de Tobias Barreto, o que seria um capítulo avançado da SERGIPANIDADE.
Luíz Antônio Barreto

Nascido há exatamente 93 anos (o dia do aniversário é 27 de janeiro), em Riachuelo, Santo Souza, nasceu na cidade de Riachuelo (SE) em 27 de janeiro de 1919. Santo Souza tem na sua linguagem poética um segredo de intimidade com as forças míticas e místicas que envolvem a vida. De família humilde ávido pelo saber se tornou autodidata, assim em 1953 começou escrevendo crônicas para o rádio local desta forma não demorou para no mesmo ano lançar seu primeiro livro: ‘Cidade Subterrânea’ (1953). Em seguida vieram: ‘Caderno De Elegias’ (1954), ‘Relíquias’ (1955) e ‘Ode Órfica’ (1955/1956/1968), cuja primeira edição, foi publicada, como os livros anteriores, por José Augusto Garcez em seu Movimento Cultural de Sergipe. O livro Ode Órfica, balançou a critica nacional. Logo depois vieram outras publicações a exemplo de ‘Deus Ensanguentado’, lançado em 2009. Após 46 anos sem fazer lançamento de livro ao público, o poeta sergipano Santo Souza, lançou em 2010, duas obras: ‘Crepúsculo de Esplendores’ e ‘Deus Ensaguentado’.
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Um pesquisador completo com contribuições valiosas na educação, cultura, história, imprensa, literatura, folclore, entre outras. Um sergipano com a marca da ‘Sergipanidade’. Falecido em abril desse ano, nascido em 1944 na cidade de Lagarto, Luís Antônio Barreto tinha mais de 50 anos de carreira como jornalista. Foi titular das Secretarias de Estado da Educação e da Cultura. Além disso, era membro da Academia Sergipana de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (desde 1972) e do Conselho Estadual de Cultura. É autor de diversos livros e centenas de artigos. Luís Antônio Barreto tornou-se, nos últimos anos, um especialista em biografias, o que lhe rendeu a escrita do livro 'Personalidades Sergipanas' em 2007.