Servidores param Justiša por 24 horas em Sergipe
11/01/2017















Manifestantes se concentram em frente ao Fórum (Fotos: Portal Infonet)


Servidores do Poder Judiciário de Sergipe deflagraram uma greve de advertência e os serviços no Tribunal de Justiça estão paralisados por um período de 24 horas. Na manhã desta quarta-feira, 11, um grupo de manifestantes se concentrou  em frente ao Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju, e a categoria aguarda uma resposta da Presidência dó Tribunal de Justiça de Sergipe.



Os servidores estão em campanha salarial e defendem reajuste que possa cobrir as perdas acumuladas nos últimos dois anos. De acordo com o sindicalista Plínio Pugliesi, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário do Estado de Sergipe (Sindijus), há perdas acumuladas em 2015 que chegam ao patamar de 4,7% e também no ano de 2016 na margem de 7,6%.



A Presidência do Tribunal de Justiça, conforme o sindicalista, sinalizou para um reajuste de 3%, que a categoria classifica como insuficiente para repor as perdas.



O Tribunal de Justiça se manifestou por meio da Assessoria de Imprensa, informando que os canais de negociação estão abertos e que o índice de reajuste salarial será concedido de acordo com o orçamento. A assessoria confirma a proposta de 3%, mas destacou que este índice ainda está sendo analisado pela Presidência, um percentual que poderá ser diferente devido à conjuntura econômica abalada pela crise que o poder público tem enfrentado em todo o país.













Pugliesi defende corte de benefícios para vencer crise 


Mas o sindicalista combate esta tese, alertando que o TJ de Sergipe poderia equacionar o problema reduzindo os benefícios concedidos a magistrados e cortando os cargos comissionados, cujos salários, conforme o sindicalista, equivale a um valor seis vezes maior que a remuneração de um técnico concursado.



A assessoria informa que a Presidência do TJ já fez os cortes necessários e que todas as vantagens concedidas aos magistrados são amparadas pela legislação brasileira.



Por Cássia Santana