Sindijus denuncia gastos excessivos do TJ
06/12/2017














Os sindicalistas mostraram em um telão os valores recebidos por juízes e desembargadores que ultrapassam o teto constitucional de R$ 33.763,00 (Fotos: Portal Infonet)















Conforme Gilvan, somente com a Parcela Autônoma de Equivalência (PAE), o Tribunal de Justiça gastou nos últimos anos mais de R$92 milhões. 



O Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Sergipe (Sindijus/SE) levou mais uma vez ao centro de Aracaju, o ‘Mamatômetro do Fura Teto’. Na tarde desta quarta-feira, 6, os sindicalistas mostraram em um telão os valores recebidos por juízes e desembargadores que ultrapassam o teto constitucional de R$ 33.763,00.



De acordo com o coordenador de comunicação do Sindicato, Gilvan Santos, juízes e desembargadores do estado tem recebido indenizações e benefícios que fazem com que o valor do teto constitucional seja desrespeitado.”Esse ano nós já tivemos aqui contracheques de R$40 mil, R$50 mil, R$100 mil e até de R$300 mil em apenas um mês, para um desembargador”, afirma.



Segundo ele, a ação ‘Mamatômetro do Fura Teto’ visa mostrar a população esses gastos. “A gente vem fazer esse debate com a sociedade, denunciando esses gastos, porque, ao mesmo tempo que o Tribunal de Justiça gasta exageradamente com juízes e desembargadores, diz que não tem dinheiro para repor as perdas salariais dos servidores”, declara.



Conforme Gilvan, somente com a Parcela Autônoma de Equivalência (PAE), o Tribunal de Justiça gastou nos últimos anos mais de R$92 milhões. “Se fizéssemos uma comparação com alguma política pública, esse valor daria para construir aqui em Sergipe o Hospital do Câncer, que é uma necessidade, um sonho da população sergipana, e ainda sobraria dinheiro para fazer qualquer outra política pública”, acredita.



Tribunal de Justiça



Em nota, a assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça declarou que "publica todas as remunerações no Portal da Transparência, com cópia mensal para o Conselho Nacional de Justiça, e que, de modo algum, pagaria verbas ilegais".



Em relação as remunerações, a assessoria declara que "a crise econômica tem impedido aumentos maiores nos vencimentos dos servidores de nível médio, que hoje recebem de R$ 4.500,00 a mais de R$ 8.000,00, no fim da carreira; e de R$ 6.400,00 a R$ 12.000,00, no caso dos servidores de nível superior, além de outros adicionais e gratificações", afirma.



Por Yago de Andrade e Verlane Estácio