Após fraude, prazos para emissão de RGs serão alterados
24/04/2018














Interventora será a delegada Mayra Evangelista (Fotos: Portal Infonet)
















Secretário disse que Sergipe era destino de traficantes e assaltantes de banco















Investigação durou dois anos (Foto: SSP)




O Instituto de Identificação de Sergipe vai passar por uma intervenção administrativa, após a Operação Fênix, que apurou um esquema de vendas de documentos de identidade falsos, expedidos pelo próprio órgão. Cada RG custava R$ 5 mil. A interventora será a delegada Mayra Evangelista.



A portaria que determina a intervenção foi anunciada pelo secretário da Segurança Pública, João Eloy e durará 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30. A medida é para que o fluxo do atendimento e critérios de análise para confecção de RGs sejam modificados.



De acordo com a delegada, as principais medidas serão em relação ao tempo de emissão dos documentos. “Em alguns estados vizinhos, só se consegue a emissão da segunda via da carteira de identidade em 30 dias. Então essas pessoas viajam até Sergipe porque conseguem expedição imediata. E essa expedição ocorre por causa da alta demanda que o instituto tinha e acabava relativizando as pesquisas, o que propiciava que documentos que não tinham origem checada fossem expedidos”, explica.



As fraudes começaram a ser verificadas pela SSP em 2016, durante uma investigação de traficantes da Bahia, como informou João Eloy. “O bandido que queria tirar identidade vinha para Sergipe, principalmente assaltante de banco e traficante”, informou.



Na operação Fênix foram presos seis servidores do Instituto de Identificação de Sergipe, um agente penitenciário, um oficial da PM da reserva e dois autônomos.“Nós demoramos esse tempo para fazer um filtro e identificar quem estava agindo de forma dolosa e quem estava agindo de forma culposa, ou seja, sem perceber que um documento falso estava sendo expedido em decorrência da demanda do serviço. Também verificamos quem não estava envolvido de uma forma nem de outra", completou Mayra Evangelista.



A comissão de intervenção terá tital autonimia para deliberar, discutir e apresentar soluções normativas para definir critérios mais rogorosos na confecção de RGs. Ao fim da intervenção, será apresentado relatório com medidas a serem tomadas a médio e longo prazo.



por Jéssica França