Peixe-boi 'Astro' reencontrado na Ilha da Sogra
16/05/2018















Astro passou alguns dias sem o equipamento de localização (Foto: FMA)


O peixe-boi Astro, que havia se desgarrador do localizador, foi reencontrado pelas equipes da Fundação Mamíferos no início da tarde desta quarta-feira, 16, na região que fica entre a Ilha da Sogra e a Praia do Saco, em Estância. Astro está em tratamento desde que foi atropelado por uma embarcação e sofreu diversos ferimentos.



O equipamento de localização colocado em Astro já havia sido trocado após a Fundação Mamíferos Aquáticos ter constatado avarias. Dias depois, as equipes da FMA perceberam que o localizador havia se desgarrado dele. Em seguida, a FMA foi acionada por funcionários de um catamarã para alertaram que o equipamento estava preso na embarcação.



De acordo com a Assessoria de Comunicação da FMA, Astro foi encontrado nesta quarta-feira, 16, por volta das 12h, na região entre a Ilha da Sogra e a Praia do Saco. O peixe-boi está, mas segue em tratamento. O equipamento (que fica na cauda) foi recolocado e permite que a FMA monitore, por rádio e satélite, a localização de Astro.



Sobre Astro



“Astro” têm um histórico de extrema importância para a conservação do peixe-boi marinho no Brasil. Em 1991, ele foi encontrado ainda filhote encalhado na praia de Aracati, no estado do Ceará, sendo em seguida encaminhado para o Centro Mamíferos Aquáticos/ICMBio, em Itamaracá, onde recebeu atendimento adequado e permaneceu por três anos em processo de reabilitação. Em 1994, foi transferido para um cativeiro construído em ambiente natural, em Paripueira (AL), e, após readaptado às condições ambientais, foi solto nesta mesma região. Astro, junto com o peixe-boi “Lua”, foram os primeiros animais da espécie a serem reintroduzidos no Brasil. Por volta do ano de 1998, “Astro” se deslocou para o litoral de Sergipe e, desde então, vem utilizando a área compreendida entre o rio Vaza-Barris (SE) até Mangue Seco, no litoral da Bahia.



A presença de Astro no litoral de Sergipe tem despertado preocupações de diversos profissionais e instituições envolvidas na estratégia de conservação da espécie, tendo em vista que o animal apresenta um histórico de atropelamentos desde 2001, já sendo constatado pelo menos seis eventos desta natureza. Além disto, frequentemente “Astro” sofre com o forte impacto de interações dos turistas que visitam a região, já sendo registrados casos de pessoas que oferecem alimentos e bebidas a ele, o que pode trazer sérios problemas para o animal.



A equipe do Projeto orienta que caso alguém encontre um peixe-boi marinho, não ofereça alimentos nem toque no animal. No caso em que estes estejam encalhados (vivos ou mortos), o primeiro procedimento é comunicar ao órgão ambiental atuante na região ou entrar em contato com a FMA, pelos telefones: (83) 99961-1338/ (83) 99961-1352/ (79) 3025-1427. Em casos de encalhe de animais vivos, enquanto aguarda a chegada do resgate, a pessoa deve seguir as seguintes orientações: 1- Se o animal estiver exposto ao sol, proteja-o fazendo uma sombra; 2- Não o alimente e nem tente devolvê-lo à água; 3- Evite aglomeração a sua volta.



por Verlane Estácio com informações da FMA